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Aula 5: O Exercício da Disciplina na Igreja (1 Co 5) – Série Decifrando I Coríntios: Os Segredos de uma Igreja Madura e Unida no Amor Fraternal

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Texto bíblico base: 1 Coríntios 5:1-13

Introdução:

Imagine uma cidade repleta de imoralidade, onde tudo é permitido e nada é condenado. Agora, imagine uma igreja no meio dessa cultura decadente, lutando para manter sua pureza e seu testemunho. Esse era o cenário da igreja de Corinto, e infelizmente, o pecado havia se infiltrado na congregação. Nesta aula, vamos aprender com Paulo sobre a importância e a prática da disciplina na igreja, um ato de amor que visa restaurar o faltoso e preservar a santidade do povo de Deus.

Assim como um pouco de fermento leveda toda a massa, a concessão ao pecado contamina e enfraquece toda a igreja. Vamos ver como Paulo orienta os coríntios a exercer a disciplina em três passos corajosos e cheios de amor.

Lamentando o Pecado que Desonra a Igreja (1 Co 5:1-2)

A referência bíblica de 1 Coríntios 5:1-2 trata de uma situação escandalosa na igreja de Corinto, onde um membro estava envolvido em imoralidade sexual com a madrasta. Ao invés de lamentar e lidar com esse pecado, a igreja se encheu de orgulho e arrogância, tolerando o comportamento imoral em seu meio.

Essa atitude contrasta fortemente com a reação apropriada diante do pecado, conforme vemos em outros textos bíblicos. Em Tiago 4:9, somos exortados a nos afligir, chorar e lamentar sobre nossos pecados, humilhando-nos diante de Deus. Quando confrontado pelo profeta Natã sobre seu adultério e homicídio, o rei Davi compôs o Salmo 51, um belo exemplo de lamento e arrependimento genuíno.

Assim como um câncer que se espalha pelo corpo, o pecado tolerado na igreja corrompe toda a congregação. John Owen, teólogo puritano, afirmou: “Seja diligente em matar o pecado ou ele será diligente em matar você”. Quando nos tornamos insensíveis ao pecado, perdemos a capacidade de nos entristecer com aquilo que entristece o coração de Deus.

Portanto, precisamos recuperar a sensibilidade espiritual para lamentar o pecado em nós mesmos e em nossa comunidade de fé. Isso envolve reconhecer honestamente nossas falhas, buscar o perdão e a restauração de Deus, e tomar medidas para lidar com o pecado, a fim de preservar a santidade e o testemunho da igreja. Somente assim poderemos refletir a beleza e a pureza de Cristo diante de um mundo que precisa desesperadamente de sua graça e verdade.

Julgando o Pecado em Nome de Cristo (1 Co 5:3-5)

A passagem de 1 Coríntios 5:3-5 trata de uma situação séria na igreja de Corinto, onde um membro estava envolvido em imoralidade sexual. Paulo instrui a igreja a se reunir e julgar esse pecado publicamente, expulsando o transgressor da comunhão.

Essa ação disciplinar encontra paralelo na instrução de Jesus em Mateus 18:15-20, onde ele orienta a confrontar o pecado de um irmão, primeiro em particular, depois com testemunhas e, por fim, diante da igreja. O objetivo final é sempre a restauração, mas se o pecador permanecer impenitente, deve ser tratado como “gentio e publicano”, ou seja, posto fora da comunhão.

Entregar alguém a Satanás pode soar chocante, mas é como remover a proteção espiritual que a comunhão com Cristo e a igreja proporciona. É como um cirurgião que precisa extirpar um câncer para salvar o corpo. O escritor C.S. Lewis, em seu livro “Cristianismo Puro e Simples”, compara o pecado a um dente podre que precisa ser arrancado, por mais doloroso que seja, para que a cura possa acontecer.

Contudo, o propósito da disciplina não é a condenação, mas a restauração. Paulo expressa isso claramente ao dizer que o objetivo é que o espírito seja salvo no dia do Senhor, mesmo que a carne seja destruída. O pastor e autor John Piper afirma: “A igreja é um hospital para pecadores, não um museu para santos”. Precisamos ter a coragem de confrontar o pecado, mas sempre com o amor e a graça que desejam ver o arrependimento e a transformação acontecerem.

Portanto, que possamos, como igreja, exercer a disciplina com sabedoria, compaixão e firmeza, buscando não a ruína, mas a redenção daqueles que caíram. Que sejamos uma comunidade que não tolera o pecado, mas que também não desiste dos pecadores, pois todos nós dependemos da graça salvadora de Cristo.

Expurgando o Pecado para Celebrar Cristo (1 Co 5:6-13)

Assim como os judeus removiam todo fermento antes da Páscoa, a igreja deve expurgar o velho fermento da A passagem de 1 Coríntios 5:6-13 trata da necessidade de remover o pecado da igreja, assim como os judeus removiam todo o fermento de suas casas antes da celebração da Páscoa. Paulo usa a analogia do fermento, que, apesar de pequeno, tem o poder de influenciar toda a massa do pão. Da mesma forma, o pecado tolerado na igreja tem o potencial de contaminar toda a congregação.

Essa verdade é reforçada em outras partes das Escrituras. Em Gálatas 5:9, Paulo adverte: “Um pouco de fermento leveda toda a massa”. E em Hebreus 12:15, somos exortados a cuidar para que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos.

O teólogo e pastor John MacArthur comenta sobre essa passagem: “A igreja deve ser pura e santa, livre da contaminação do pecado. Assim como uma maçã podre pode estragar todo o cesto, um membro que vive deliberadamente em pecado pode corromper toda a congregação”.

Portanto, a igreja é chamada a expurgar o velho fermento da maldade e da malícia, a fim de celebrar a Cristo, nosso Cordeiro Pascal, com sinceridade e verdade. Isso implica em não se associar com aqueles que professam ser cristãos, mas vivem em pecado flagrante e impenitente. O objetivo não é ser esnobe ou exclusivista, mas preservar a santidade da igreja e honrar o nome de Cristo.

A aplicação prática dessa verdade é que devemos estar vigilantes quanto ao pecado em nossas próprias vidas e na vida da igreja. Quando o pecado é descoberto, deve ser tratado com seriedade, com o objetivo de levar o pecador ao arrependimento e restauração. Ao mesmo tempo, devemos ser graciosos e prontos para perdoar, assim como fomos perdoados por Cristo. Somente assim poderemos celebrar verdadeiramente a Cristo em nossas vidas e em nossa comunhão como igreja.

Conclusão:

Em um mundo que relativiza o pecado e pressiona a igreja a se conformar, precisamos exercer a disciplina com amor, coragem e fidelidade à Palavra. Que possamos nos lamentar pelo pecado, julgá-lo em nome de Cristo e expurgá-lo de nossas vidas e congregações, para sermos uma igreja pura, madura e unida no amor fraternal, para a glória de Deus.

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38

SOBRE O AUTOR:
Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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