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Aula 6: Demandas Interpessoais e Paixões Intrapessoais (1 Co 6) – Série Decifrando I Coríntios: Os Segredos de uma Igreja Madura e Unida no Amor Fraternal

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Texto base: 1 Coríntios 6:1-20

Introdução:

Você já imaginou uma igreja onde os membros passam mais tempo nos tribunais do que nos cultos? Onde cristãos professos frequentam bordéis como se fosse algo normal? Parece absurdo, não é? Pois bem, essa era a realidade chocante da igreja de Corinto no primeiro século.

Corinto era uma metrópole cosmopolita, famosa por sua imoralidade e devassidão. O templo de Afrodite, com suas mil prostitutas cultuais, dominava a paisagem da cidade. Nesse contexto desafiador, Paulo plantou uma igreja que logo se viu atolada em conflitos internos e tentações externas.

Como o apóstolo lidaria com essa situação explosiva? Como ensinar sobre santidade a pessoas imersas numa cultura de permissividade? E como promover a reconciliação entre irmãos que preferiam resolver suas diferenças nos tribunais pagãos?

As palavras do poeta T.S. Eliot ecoam a tensão vivida pelos coríntios: “Entre a ideia E a realidade. Entre o movimento E o ato. Cai a Sombra”

Vamos mergulhar nesse capítulo polêmico de 1 Coríntios 6 e descobrir como podemos transformar nossas relações e paixões à luz do evangelho, navegando entre o ideal e o real, entre o chamado divino e nossas fraquezas humanas.

1. Tribunal da Fé: Resolvendo Conflitos à Moda de Cristo (1 Co 6:1-8)

Paulo aborda uma questão delicada na igreja de Corinto: membros processando uns aos outros nos tribunais seculares. Essa prática não apenas expunha as desavenças internas da comunidade cristã aos olhos do mundo, mas também demonstrava uma falha fundamental na aplicação dos princípios do evangelho.

O apóstolo expressa sua indignação diante desse comportamento, lembrando aos coríntios que, como seguidores de Cristo, eles estão destinados a julgar o mundo e até mesmo os anjos. Sendo assim, como poderiam ser incapazes de resolver disputas menores entre si? Essa perspectiva escatológica serve para realçar a incongruência da situação presente.

A sabedoria espiritual, enfatiza Paulo, deve superar a sabedoria secular nessas questões. Assim como Jesus ensinou em Mateus 18:15-17, os conflitos entre irmãos devem ser resolvidos dentro da comunidade de fé. Essa abordagem não apenas preserva o testemunho da igreja, mas também promove o crescimento espiritual dos envolvidos.

O chamado de Paulo ao amor sacrificial ecoa as palavras de Jesus em Mateus 5:39-40, onde o Mestre instrui seus seguidores a oferecer a outra face e dar mais do que lhes é exigido. Essa atitude radical de amor desafia a lógica do mundo e exemplifica o poder transformador do evangelho.

Podemos traçar um paralelo entre essa situação e um conflito familiar. Assim como é vergonhoso para uma família lavar sua roupa suja em público, também é prejudicial para a igreja expor suas disputas internas aos tribunais seculares. A resolução interna de conflitos não apenas preserva a unidade, mas também fortalece os laços comunitários.

Como observa o renomado especialista em resolução de conflitos, William Ury: “O maior obstáculo à resolução de conflitos não é a dificuldade do problema, mas a rigidez das atitudes humanas”. Esta perspectiva ressoa com o chamado de Paulo para uma mudança de atitude entre os coríntios.

Na prática, isso significa que, quando surgem conflitos na igreja, devemos primeiro buscar a reconciliação através do diálogo, da mediação de líderes espirituais e, se necessário, do julgamento da comunidade de fé. Essa abordagem não apenas honra a Deus, mas também promove o crescimento espiritual e fortalece o testemunho da igreja no mundo.

2. Lista Negra: Quem Não Herdará o Reino (1 Co 6:9-11) 

Nesta passagem, Paulo apresenta uma advertência solene sobre quem não herdará o reino de Deus. O apóstolo inicia com um alerta contra a autoilusão, enfatizando a seriedade do assunto. Em seguida, ele enumera um catálogo de vícios que excluem as pessoas do reino, abrangendo pecados sexuais, idolatria e injustiças sociais.

É importante notar que essa lista não é exaustiva, mas representativa dos tipos de comportamentos incompatíveis com a vida no reino de Deus. Paulo faz uma declaração semelhante em Gálatas 5:19-21, onde acrescenta outros vícios como inimizades, ciúmes e bebedeiras. O propósito dessas listas não é promover um legalismo sufocante, mas despertar a consciência dos crentes para a santidade que Deus espera de seu povo.

Podemos traçar um paralelo entre essa lista e um exame médico abrangente. Assim como um check-up identifica problemas de saúde que precisam ser tratados, a lista de Paulo expõe áreas da vida que necessitam de arrependimento e transformação. O objetivo não é condenar, mas promover a cura espiritual.

O teólogo John Stott comenta sobre essa passagem: “Paulo não está dizendo que quem já cometeu esses pecados está eternamente perdido, mas sim que quem persiste neles sem arrependimento demonstra não pertencer verdadeiramente ao reino de Deus.”

O versículo 11 traz a boa notícia do evangelho: a transformação radical pelo poder de Deus. Paulo lembra aos coríntios que alguns deles praticavam esses pecados no passado, mas foram lavados, santificados e justificados em Cristo. Essa mudança não é resultado de esforço próprio, mas da obra sobrenatural do Espírito Santo.

Essa passagem nos desafia a examinar nossas vidas à luz da Palavra de Deus, identificando áreas que precisam ser submetidas ao senhorio de Cristo. Também nos incentiva a proclamar a mensagem de esperança e transformação para aqueles que ainda estão presos nesses padrões de comportamento destrutivos.

3. Meu Corpo, Minha Escolha? Repensando a Liberdade Sexual (1 Co 6:12-20)

 Nesta passagem, Paulo aborda questões cruciais sobre a liberdade sexual e o uso do corpo, confrontando diretamente slogans libertinos populares em Corinto. O apóstolo desmistifica a ideia de que tudo é permitido, enfatizando que nem tudo convém ou edifica (v.12-13). Ele estabelece um contraste marcante entre a união mística com Cristo e a união carnal com prostitutas (v.15-17), alertando para as graves implicações espirituais da imoralidade sexual.

Paulo emprega uma poderosa metáfora ao descrever o corpo do crente como templo do Espírito Santo (v.19-20). Esta imagem evoca a santidade e a consagração associadas ao templo no Antigo Testamento, agora aplicadas ao corpo individual do cristão. Tal conceito encontra eco em outras passagens, como Romanos 12:1, que nos exorta a oferecer nossos corpos como “sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”.

O psicólogo cristão Dr. Mark Laaser observa que “a verdadeira liberdade sexual não está em fazer tudo o que desejamos, mas em alinhar nossos desejos com o propósito de Deus para nossas vidas”. Esta perspectiva ressoa com o ensino de Paulo sobre usar nosso corpo para a glória de Deus.

A aplicação prática desta passagem é profunda e desafiadora. Somos chamados a reconhecer que nossos corpos não são propriedade privada para fazermos o que bem entendermos, mas sim templos consagrados a Deus. Isso implica em tomar decisões conscientes sobre como usamos nossos corpos, desde os relacionamentos que cultivamos até os hábitos que adotamos, sempre com o objetivo de glorificar a Deus em tudo o que fazemos.

Conclusão:

Paulo nos desafia a elevar o padrão de nossas relações e da pureza sexual. Que possamos resolver nossos conflitos com amor, fugir da imoralidade e usar nossos corpos para glorificar a Deus. Afinal, fomos comprados por alto preço – o sangue de Cristo. Não pertencemos mais a nós mesmos, mas Àquele que nos amou e se entregou por nós.

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38

SOBRE O AUTOR:
Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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