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Estudo da quinta feira. Tema: Inferioridade e baixa autoestima – Parte I

Inferioridade e baixa autoestima – Parte I

Texto base:  Romanos 12.13-21 e 2 Timóteo 1.3-7

Introdução

Somos o que pensamos? Em grande parte sim. A Bíblia afirma que o coração, isto é, a nossa mente, é a parte do nosso ser que deve ser guardada com mais cuidado (Pv4.23). Quando pensamos em relacionamentos, não podemos separar as três áreas que devemos cuidar, que influenciam umas às outras, e que são: meu relacionamento com Deus, com o próximo e comigo mesmo.

Como salvos em Cristo, precisamos aprender a nos ver como novas criaturas, valiosas para Deus, capazes e dignas do Seu amor. Não podemos nos esquecer de que somos pecadores, de que temos que deixar o egocentrismo, mas reconhecemos que somos remidos pela graça de Deus e que compomos o corpo de Cristo.

Aceitarmo-nos como Seus filhos nos ajuda a ver-nos com a ótica de Deus. O relato da criação do homem é o primeiro texto bíblico que precisamos examinar (Gn 1.27). Nele está escrito que fomos feitos à imagem de Deus. Se tivéssemos apenas esse texto nas Escrituras, já seria suficiente para não desvalorizar nenhum ser humano.

Estudaremos, a seguir, sobre a autoestima e quanto ela influencia a vida de cada um de nós.

I. O que autoestima não é

Estabeleçamos, primeiramente, o conceito de autoestima. Para melhor compre­ensão, partiremos do que a autoestima não é:

  • ter excessivo orgulho de ser quem eu sou;
  • valorizar exageradamente minhas qualidades;
  • atentar contra a teologia da autonegação;
  • considerar-me o centro do mundo.

Essas quatro atitudes, dentre outras, podem ser confundidas com autoestima elevada. Se forem tomadas como verdadeiras, realmente não estão adequadas para a vida do crente.

A autoestima é um sentimento ligado à maneira como me vejo. Para o cristão, a autoestima está baseada no caminho de Deus revelado em Sua palavra. Segundo o Di­cionário Houaiss, “autoestima é a qualidade de quem se valoriza, se contenta com seu modo de ser e demonstra, consequentemente, confiança em seus atos e julgamentos”.

Você entende o valor de sua vida em Cristo? Você sabe o seu lugar e importância na implantação do reino de Deus na Terra?

II. O que é autoestima e como lidar com ela

A chave para a autoestima é o equilíbrio. Toda vez que alguém se supervalorizar ou inferiorizar sofrerá consequências indesejáveis na vida.

Saul é um exemplo de desequilíbrio de autoestima. Deus anunciou, através de Sa­muel, que enviaria um homem para que fosse ungido rei (ISm 9.15-20). Saul foi ungido (iSm 10), mas durante a cerimônia, quando foram procurar Saul, ele estava escondido no meio da bagagem e não saiu sozinho, mas alguém o tirou de lá. A baixa autoestima pode parecer timidez, mas, na verdade, é incredulidade no que Deus pode fazer. Apesar do fato de, no início, Saul ter se sentido incapaz para tamanho encargo, a história mostra que o poder subiu-lhe à cabeça e seu fim foi triste. A trajetória de Saul mostra uma pes­soa desequilibrada emocionalmente, insegura (baixa autoestima), ciumenta e invejosa.

Deus, por meio de Paulo, ensina como devemos pensar a nosso respeito (Rm 12.3). A palavra moderação, além da ideia de autocontrole, traz também a ideia de equilíbrio, ou seja, capacidade de manter sua identidade no meio das lutas ou das vitórias, sob elogios ou críticas, em vantagem ou desvantagem.

Manter nossa autoestima equilibrada depende de sempre lembrar destes prin­cípios bíblicos e agir de acordo com eles. Cada um deles combate uma das causas de desequilíbrio da autoestima. Em Romanos 12.3, aprendemos que vencer o orgulho e reconhecer que recebemos talentos de Deus ajuda-nos a equilibrar nossa visão a respeito de quem somos.

Vejamos mais alguns textos:

  • cuidar do conteúdo com o qual enchemos nossa mente (Fp 4.8-9);
  • obedecer à lei resumida por Jesus (Lc 10.27);
  • reconhecer que toda boa dádiva vem do Senhor e não de nossos esforços isolados (Tgl.17);
  • lembrar que todos estamos em processo de crescimento no Senhor e que, para isso, recebemos a capacidade Dele (Fp 2.13; Tg 1.5).

Conclusão

Alguns dizem que baixa autoestima é o que o orgulhoso sente ao não ser aplaudido. Acho essa uma ótima definição. Viver à espera de reconhecimento e elogios é cavar um buraco para si mesmo e ser enterrado com montes de decepção. Aplausos não devem ser o caminho nem o objetivo, mas, sim, apenas um brinde espontâneo na linha de chegada. Para Deus, eles também são óbvios. “A mulher [e com certeza o homem também] que teme ao Senhor será elogiada” (Provérbios 31:30). Simples assim!

É formado em Teologia,  Análise e desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. Especializado  em Marketing Digital, Produção audio visual para Web, tecnologias de aprendizagem a distância,  e Mestre em Teologia. Ministra cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversos segmentos. 

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