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Sermão: Levai as Cargas Uns Dos Outros

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Levai as Cargas Uns Dos Outros

Texto: Gálatas 6:1-5

1.Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.

2.Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.

3.Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo.

4.Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém,

5.pois cada um deverá levar a própria carga.

Introdução

“A palavra grega traduzida como ‘carga’ em Gálatas 6:5 é baros. Ela se referia literalmente a um grande peso ou carga que alguém tinha que carregar por uma longa distância. 

Com o passar do tempo, no entanto, ela se tornou uma metáfora para qualquer tipo de problema ou dificuldade, como o fardo de uma longa jornada de trabalho em um dia quente (Mt 20:12). Embora o contexto imediato da ordem de Paulo de ‘[levar] as cargas uns dos outros’ certamente incluísse as falhas morais dos irmãos mencionadas no verso anterior, o conceito de carregar os fardos, que ele tinha em mente, era muito mais amplo. A orientação de Paulo revela várias noções espirituais sobre a vida cristã que não devem ser negligenciadas.”

Você sente que partilhar as suas cargas com os outros é um sinal de fraqueza? Você acha que deve resolver seus problemas sozinho, sem incomodar ou depender de ninguém? Você tem medo de se abrir com os outros e revelar suas lutas, seus erros e suas dores? Se você pensa assim, saiba que você não está seguindo o plano de Deus para a sua vida. Deus não nos criou para vivermos isolados e independentes, mas para vivermos em comunhão e interdependência. 

Deus não quer que nós suportemos cargas que são pesadas demais para nós, mas que nós as compartilhemos com os nossos irmãos em Cristo, que podem nos ajudar e nos consolar. Deus não quer que nós escondamos nossas fraquezas e nossos pecados, mas que nós os confessemos e os abandonemos, recebendo perdão e restauração.

Nesta mensagem, vamos falar sobre como compartilhar nossas lutas com outros cristãos, e como restaurar crentes que caíram em pecado. Vamos ver o que a Bíblia nos ensina sobre este assunto tão importante e prático para a nossa vida cristã. Vamos aprender como levar as cargas uns dos outros, conforme o mandamento de Cristo.

I. O que é um fardo ou carga?

A. Definição: 

Como observou Timothy George, ‘todos os cristãos têm fardos. Nossos fardos podem ser diferentes em tamanho e forma e podem ser de natureza variada, dependendo da ordem providencial de nossa vida. Para alguns, é o fardo da tentação e as consequências de uma falha moral, como está em Gálatas 6:1. Para outros, pode ser doença física, distúrbio mental, crise familiar, falta de emprego, opressão demoníaca ou uma série de outras coisas; mas nenhum cristão está isento de fardos’ (Galatians [Gálatas], p. 413).”1

Um fardo é um peso do coração, espírito ou alma, algo que nos pesa para baixo emocionalmente, mentalmente e espiritualmente.

Um fardo ou carga é algo que nos causa sofrimento, angústia ou aflição. Não é algo físico ou material, mas algo que afeta o nosso interior, o nosso ser. 

Um fardo ou carga pode ser: Uma situação difícil que enfrentamos, um problema que não conseguimos resolver, um pecado que não conseguimos vencer, uma dor que não conseguimos superar, uma culpa que não conseguimos perdoar, uma dúvida que não conseguimos esclarecer, um medo que não conseguimos enfrentar, uma expectativa que não conseguimos alcançar, uma responsabilidade que não conseguimos cumprir, uma perda que não conseguimos aceitar, uma injustiça que não conseguimos reparar, uma solidão que não conseguimos preencher, uma tristeza que não conseguimos consolar, uma ansiedade que não conseguimos controlar, uma decepção que não conseguimos superar, uma mágoa que não conseguimos curar, uma rebeldia que não conseguimos corrigir, uma tentação que não conseguimos resistir, uma ofensa que não conseguimos esquecer. 

Um fardo ou carga é algo que pode nos oprimir e nos impedir de viver a vida abundante que Deus tem para nós. Um fardo ou carga é algo que precisamos compartilhar com os nossos irmãos em Cristo, para recebermos alívio e ajuda.

B. Existem dois tipos de fardo:

  1. Aqueles que Deus permite, as provações: Às vezes, Deus permite que passemos por provações e tribulações para nos ensinar algo, para nos purificar, para nos fortalecer ou para nos preparar para uma obra maior. 

Quando alguém fazer exercícios em uma academia, ela faz alguns esforços físicos, ou as vezes transporta alguns fardos com o intuito de se fortalecer. Esses fardos são bons para o corpo adquirir resistência.

Esses fardos são temporários e têm um propósito divino. Exemplos: Jó, José, Paulo.

  1. Circunstâncias da vida: Às vezes, enfrentamos situações difíceis que não são causadas diretamente por Deus, mas são consequências do pecado, do mal, da injustiça ou da fragilidade humana. Esses fardos podem ser causados por nós mesmos ou por outras pessoas. Exemplos: doença, perda, conflito, culpa.

II. Por que devemos levar a carga uns dos outros?

A. Porque é um mandamento de Deus: 

Gálatas 6:2 diz: “Levai as cargas uns dos outros e assim cumprireis a lei de Cristo”. A lei de Cristo é o amor (João 15:12). Quando ajudamos os outros a carregar seus fardos, estamos demonstrando o amor de Cristo por eles.  

Levar as cargas uns dos outros não é uma opção ou uma sugestão, mas um mandamento de Deus. Deus nos ordena que façamos isso como parte da nossa obediência à sua vontade. Ele nos diz que, ao fazermos isso, estamos cumprindo a lei de Cristo, que é o amor. A lei de Cristo é o resumo de todos os mandamentos de Deus, que se baseiam no amor a Deus e ao próximo (Mateus 22:37-40). 

Jesus nos deu o exemplo de como amar uns aos outros, dando a sua vida por nós na cruz (João 15:13). Jesus levou o fardo de nossa culpa e pecados na cruz.  Quando ajudamos os outros a carregar seus fardos, estamos seguindo o exemplo de Jesus e demonstrando o seu amor por eles. Estamos mostrando que nos importamos com eles, que estamos dispostos a sacrificar algo por eles, que queremos o seu bem e a sua felicidade. Estamos também glorificando a Deus, que é amor (1 João 4:8), e dando testemunho do seu amor ao mundo (João 13:35).

B. Porque é um sinal de maturidade espiritual: 

Gálatas 6:1 diz: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado”. Aqui em Gálatas 6:1, somos instruídos a corrigir um irmão ou irmã que tenha caído em pecado, mas com um espírito de brandura e amor, para que não sejamos também tentados. Essa é uma atitude de maturidade espiritual, pois requer humildade, paciência e amor pelos outros. 

Ser espiritual significa ser guiado pelo Espírito Santo e produzir o fruto do Espírito (Gálatas 5:22-23). Quando somos guiados pelo Espírito Santo e produzimos o fruto do Espírito, somos capazes de discernir as necessidades dos outros e oferecer ajuda adequada. 

C. Porque é uma forma de glorificar a Deus: 

Quando levamos as cargas uns dos outros, estamos seguindo o exemplo de Jesus, que nos ensinou a amar e cuidar uns dos outros como Ele nos amou. Estamos refletindo o caráter de Deus, que é amoroso, misericordioso e gracioso, e que se preocupa profundamente com cada pessoa. 

Além disso, estamos testemunhando ao mundo o poder de Deus, que pode transformar vidas e restaurar relacionamentos, e mostrando às pessoas que há esperança em meio às dificuldades da vida. 

Quando cooperamos com Deus em Sua obra de edificar Sua igreja e expandir Seu reino, estamos trabalhando para o bem comum e para a glória de Deus. Isso é especialmente importante em tempos difíceis, quando muitas pessoas estão lutando com doenças, perdas e outras dificuldades. 

III. O que devemos fazer para levar a carga uns dos outros?

A. Tome a iniciativa correta de se envolver.

  1. Conhecer os outros nos coloca em uma posição de reconhecer a melhor forma de ajudá-los. Não podemos levar as cargas uns dos outros se não sabemos quais são elas. Precisamos cultivar relacionamentos sinceros e profundos com os nossos irmãos em Cristo, compartilhando nossas vidas e orando uns pelos outros.
  2. Aproximar-se dos outros nos mostra que nos importamos com eles. Não podemos levar as cargas uns dos outros se não estamos dispostos a nos aproximar deles. Precisamos ter sensibilidade e compaixão pelos que sofrem e oferecer-lhes nossa presença e apoio.

B. Ter o propósito certo em mente: Restauração.

  1. Devemos trabalhar para restaurar a saúde emocional, espiritual, mental e física de outros. Não basta apenas aliviar temporariamente o sofrimento dos outros, mas ajudá-los a encontrar soluções duradouras para seus problemas. 

Precisamos orientá-los com a Palavra de Deus, que é viva e eficaz para julgar os pensamentos e intenções do coração (Hebreus 4:12). Precisamos encaminhá-los a profissionais qualificados, quando necessário, que possam oferecer-lhes tratamento adequado. Precisamos acompanhá-los em seu processo de recuperação e restauração.

  1. Devemos trabalhar para restaurar a comunhão com Deus e com a igreja de outros. Não basta apenas ajudar os outros a resolver seus problemas pessoais, mas ajudá-los a restaurar seu relacionamento com Deus e com a igreja. Precisamos conduzi-los ao arrependimento e à confissão de seus pecados, que são a causa raiz de muitos fardos. Precisamos levá-los à reconciliação e ao perdão com aqueles que os ofenderam ou que eles ofenderam. Precisamos integrá-los à comunidade de fé, onde eles possam receber amor, aceitação e encorajamento.

C. Ter o motivo certo: o Amor.

  1. João 13:34 nos diz: “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros”. O amor é o motivo supremo para levarmos as cargas uns dos outros. O amor é o sentimento que nos move a agir em favor dos outros, mesmo quando isso nos custa algo. O amor é o sentimento que nos faz sacrificar nosso tempo, nossos recursos e nossos interesses pelos outros. O amor é o sentimento que nos faz suportar as fraquezas, as falhas e as diferenças dos outros.
  2. 1 Pedro 4:8 diz: “Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados”. O amor é o motivo que nos faz cobrir as faltas dos outros, não as expondo ou as julgando, mas as perdoando e as esquecendo. O amor é o motivo que nos faz proteger a reputação dos outros, não os difamando ou os criticando, mas os defendendo e os elogiando. O amor é o motivo que nos faz buscar o bem dos outros, não os prejudicando ou os explorando, mas os abençoando e os servindo.

D. Ter a atitude certa: Gentileza.

Devemos abordar os outros com compaixão. Uma pessoa gentil é aquela que é paciente, carinhosa, amorosa, gentil, perdoadora e aceitável.

  1. Paciente: Uma pessoa paciente é aquela que não se irrita facilmente com os outros, mas suporta com longanimidade suas fraquezas e limitações. Uma pessoa paciente é aquela que não desiste dos outros, mas espera com confiança em Deus por sua transformação.
  2. Carinhosa: Uma pessoa carinhosa é aquela que demonstra afeto e ternura pelos outros, não sendo fria ou indiferente. Uma pessoa carinhosa é aquela que se alegra com os sucessos dos outros e se entristece com seus fracassos.
  3. Amorosa: Uma pessoa amorosa é aquela que deseja o melhor para os outros, não sendo egoísta ou invejosa. Uma pessoa amorosa é aquela que se doa pelos outros, não sendo mesquinha ou avarenta.
  4. Perdoadora: Uma pessoa perdoadora é aquela que não guarda rancor ou mágoa dos outros, mas libera perdão e graça. Uma pessoa perdoadora é aquela que não busca vingança ou retaliação dos outros, mas busca paz e reconciliação.
  5. Aceitável: Uma pessoa aceitável é aquela que acolhe e valoriza os outros como são, não sendo preconceituosa ou discriminatória. Uma pessoa aceitável é aquela que respeita e celebra a diversidade dos outros, não sendo intolerante ou arrogante.

E. Fazer aos outros o que gostariamos que eles nos fizessem

  1. Essa é a regra de ouro que Jesus nos ensinou em Mateus 7:12: “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas”. Essa regra resume o ensino de toda a Escritura sobre como devemos tratar o nosso próximo. Ela nos convida a nos colocar no lugar dos outros e a agir com amor, justiça, bondade e misericórdia.
  2. Fazer aos outros o que gostaríamos que eles nos fizessem implica em reconhecer que todos somos criados à imagem e semelhança de Deus e que todos temos valor, dignidade e direitos. Implica em respeitar as diferenças, as opiniões, as escolhas e as crenças dos outros. Implica em não julgar, não condenar, não desprezar e não odiar os outros.
  3. Fazer aos outros o que gostaríamos que eles nos fizessem também implica em cuidar dos outros como cuidamos de nós mesmos. Implica em atender às necessidades físicas, emocionais, mentais e espirituais dos outros. Implica em compartilhar nossos recursos, nossos dons, nossos talentos e nosso tempo com os outros. Implica em orar pelos outros, interceder pelos outros, abençoar os outros.

Conclusão

O individualismo é a marca registrada do mundo em que vivemos. Vivemos em uma sociedade que valoriza o sucesso pessoal, a autonomia, a liberdade e a autoexpressão. Somos incentivados a buscar nossos próprios interesses, a competir com os outros, a nos destacar e a nos afirmar. Somos bombardeados por mensagens que nos dizem que devemos ser felizes, realizados, independentes e autossuficientes.

No entanto, essa visão de mundo contrasta com o ensino bíblico sobre o que significa ser cristão. Ser cristão é ser parte de um corpo, de uma família, de uma comunidade. É reconhecer que somos dependentes de Deus e uns dos outros. É viver em amor, humildade, serviço e comunhão. É levar as cargas uns dos outros.

Levar as cargas uns dos outros significa ajudar os que sofrem, consolar os que choram, encorajar os que desanimam, orientar os que se desviam, perdoar os que erram, suportar os que são fracos. Significa compartilhar nossas lutas, nossas dores, nossas dúvidas, nossas necessidades. Significa abrir mão de nosso egoísmo, de nosso orgulho, de nossa vaidade, de nossa indiferença.

Levar as cargas uns dos outros é cumprir a lei de Cristo, que é o amor. É seguir o exemplo de Jesus, que se entregou por nós na cruz. É obedecer ao mandamento de Deus, que nos chama a amar uns aos outros como Ele nos amou. É demonstrar ao mundo o poder do evangelho, que transforma vidas e relacionamentos.

Portanto, não sejamos conformados com o padrão deste mundo, mas renovemos nossa mente pela Palavra de Deus. Não vivamos para nós mesmos, mas para aquele que por nós morreu e ressuscitou. Não ignoremos os fardos dos nossos irmãos, mas levemos as cargas uns dos outros.

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38

SOBRE O AUTOR:
Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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