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A Matemática Divina do Casamento 

Texto Bíblico Base: Gênesis 2.:21-25:

21Então o Senhor Deus fez com que o homem caísse num sono profundo. Enquanto ele dormia, Deus tirou uma das suas costelas e fechou a carne naquele lugar. 22Dessa costela o Senhor formou uma mulher e a levou ao homem. 

23Então o homem disse: “Agora sim! Esta é carne da minha carne e osso dos meus ossos. Ela será chamada de mulher’ porque Deus a tirou do homem.”

24É por isso que o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.

25Tanto o homem como a sua mulher estavam nus, mas não sentiam vergonha.

Introdução

“Não deixarei que o amor se perca, não deixarei que o amor se acabe.” Essas palavras do poeta Vinicius de Moraes ecoam como um mantra para todos aqueles que acreditam no poder transformador do amor. E é exatamente esse amor, eterno e divino, que hoje celebramos na união de vocês.

Desde os primórdios da criação, quando Deus disse “Não é bom que o homem esteja só” (Gênesis 2:18), o casamento foi estabelecido como a mais nobre das instituições. Uma aliança sagrada, onde duas almas se unem em um só propósito, caminhando lado a lado na jornada da vida.

Neste momento solene, vocês se preparam para embarcar em uma caminhada única, guiados pelos princípios eternos da Palavra de Deus. Nessa caminhada quero compartilhar com vocês sobre os segredos da “matemática divina do casamento”. Através das lentes das Escrituras, veremos como cada operação – subtração, adição, multiplicação e divisão – revela uma verdade profunda sobre a construção de um lar sólido e duradouro. Um lar onde o amor não apenas floresce, mas se multiplica, transcendendo os limites do tempo e do espaço.

Que esta cerimônia seja um lembrete vivo de que o amor verdadeiro é uma dádiva divina, capaz de superar todos os obstáculos e iluminar o caminho para a felicidade eterna.

Parte 1: Subtraindo para adquirir independência

 “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2.24).

No desenrolar da vida, chega um momento em que os filhos alçam voo do ninho familiar para iniciar sua própria história. A Bíblia nos ensina que há um tempo para deixar e um tempo para se unir, como está escrito em Gênesis: o homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher. Este é o fundamento da primeira operação matemática no casamento: a subtração, que não é uma perda, mas um passo necessário para a formação de uma nova família.

Este princípio é reiterado em Efésios 5:31, onde Paulo cita o mesmo versículo de Gênesis, enfatizando a importância de formar uma nova unidade. A independência dos pais é crucial para que o casal possa florescer e desenvolver sua própria identidade conjugal.

Podemos pensar nesse processo como o desabrochar de uma flor. Inicialmente, a flor está fechada, protegida pelo botão, que é como a casa dos pais. No entanto, para que a flor possa exibir sua beleza e fragrância, ela precisa abrir-se e afastar-se do botão. Da mesma forma, os filhos precisam deixar a segurança do lar paterno para florescer em seu próprio casamento. No contexto do casamento, isso se traduz na necessidade de os cônjuges assumirem a responsabilidade por sua nova família, sem depender emocional ou financeiramente dos pais.

Uma aplicação prática desse ensinamento é o estabelecimento de limites saudáveis com a família de origem. Isso pode significar definir claramente as expectativas de visitas, interferências e apoio financeiro. Ao fazer isso, o casal fortalece sua união e garante que o respeito mútuo entre as famílias seja mantido.

Em resumo, o ato de deixar para se unir é um passo divinamente ordenado que estabelece as bases para um casamento saudável e independente. Que cada casal possa abraçar essa transição com sabedoria e coragem, confiando que, ao fazerem isso, estão seguindo o plano perfeito de Deus para suas vidas.

Parte 2: A Adição do Amor

 “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gênesis 2.24).

Após a etapa de “deixar”, o casal entra agora na fase de adição em seu casamento, um momento de união e fortalecimento mútuo. Esta união, como estabelecida por Deus, é uma fusão de vidas, onde duas pessoas se tornam uma só em espírito e propósito. A Bíblia nos mostra que, a partir de um, Deus fez dois, e no casamento, Ele faz dos dois uma só carne, uma só entidade.

Este conceito é reforçado em Efésios 5:31-32, onde o apóstolo Paulo fala sobre o mistério do casamento como uma representação da união entre Cristo e a igreja. Assim como Cristo se une à sua igreja, vocês  são chamadas a se unirem em um compromisso de amor e dedicação.

Um escritor disse que o amor que não é uma emoção, mas uma ação. No casamento, o amor é uma prática diária de escolher o outro, de adicionar ao relacionamento gestos de carinho e palavras de apoio.

Portanto, o casamento é uma jornada de adições contínuas, onde cada ação positiva constrói uma base sólida para o futuro. Que elas se lembrem de que, no amor, o que é investido retorna muitas vezes mais, enriquecendo suas vidas com felicidade e satisfação. Que Deus abençoe esta união, tornando-a um exemplo de amor incondicional e comprometimento mútuo.

Parte 3: Multiplicando Bênçãos

Gênesis 1:28 diz: “E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra.”

Na vida conjugal a multiplicação de bênçãos é uma promessa divina que se estende além da procriação. A exortação “Sede fecundos e multiplicai-vos” não se limita à descendência, mas abrange a prosperidade em todas as dimensões da vida compartilhada. É um convite para que o amor, a alegria e as realizações se expandam e se intensifiquem.

Esta promessa é reafirmada em Salmos 128:3, que descreve a família que teme ao Senhor como uma videira frutífera, simbolizando a fertilidade e a abundância de bênçãos. Assim como uma videira bem cuidada produz muitos frutos, o casamento nutrido pelo amor e pela fé é capaz de gerar uma colheita rica e variada de experiências e alegrias.

Podemos comparar a multiplicação de bênçãos a uma árvore que, plantada em solo fértil, estende suas raízes e ramificações. Cada ramo que cresce e cada fruto que amadurece representam as inúmeras bênçãos que vocês experimentarão em sua vida em comum.

Um certo teólogo,  em sua obra sobre a vida comunitária, ressalta a importância da gratidão e da celebração das pequenas vitórias e alegrias diárias. Ele enfatiza que reconhecer e valorizar cada bênção, por menor que seja, contribui para a construção de um lar repleto de gratidão e contentamento.

Me lembro de um certo casal que criou um diário de bênçãos, eles podiam registrar e refletir sobre as alegrias e conquistas que vivenciam juntas. Essa prática não só fortalece o sentimento de gratidão, mas também serve como um lembrete das muitas formas como Deus abençoa o casamento.

Parte 4: Dividindo para Crescer

Gálatas 6:2 diz: “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.

Na jornada matrimonial, a divisão não é um sinal de fraqueza, mas sim uma oportunidade de crescimento. O ato de “levar as cargas uns dos outros” é um convite para compartilhar não apenas as alegrias, mas também os desafios e as responsabilidades. É na partilha que o casal descobre a verdadeira força da união.

Esse princípio é reforçado em Eclesiastes 4:9-10, que afirma: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro”. A divisão no casamento é um lembrete constante de que não estão sozinhos, mas têm um ao outro para se apoiarem e se fortalecerem.

Podemos comparar a divisão no casamento a uma balança em equilíbrio. Assim como uma balança precisa de pesos iguais em ambos os lados para se manter estável, o casamento requer que vocês dividam igualmente as responsabilidades e os desafios. Quando um lado está sobrecarregado, o outro lado pode oferecer apoio e equilíbrio.

O poeta Khalil Gibran, em seu livro “O Profeta”, fala sobre o casamento como duas colunas que sustentam o mesmo teto. Ele enfatiza a importância da individualidade e da interdependência, afirmando que, embora os cônjuges estejam próximos, eles devem permitir que o vento do céu dance entre eles. Essa bela imagem nos lembra que a divisão no casamento não significa perda de identidade, mas sim um fortalecimento mútuo.

Abracem a divisão como uma oportunidade de crescimento e fortalecimento. Que vocês se lembrem de que, ao dividirem os fardos e as alegrias, estão construindo um alicerce sólido para seu casamento. Que a generosidade e o apoio mútuo sejam os pilares que sustentam seu amor, permitindo que eles cresçam juntos em graça e sabedoria.

Conclusão

E assim, diante do altar do Senhor e sob o olhar atento de familiares e amigos, vocês se preparam para embarcar na mais sublime das jornadas. Uma jornada não apenas de descoberta mútua, mas de profunda união com os princípios divinos que regem o casamento. A “matemática do casamento”, com suas operações de subtração, adição, multiplicação e divisão, não é apenas uma metáfora poética, mas uma verdadeira bússola para navegar pelas águas, por vezes turbulentas, da vida a dois.

Que a jornada que hoje se inicia na vida de vocês seja repleta de infinitas soluções de amor e felicidade. Que vocês possam, a cada novo dia, redescobrir o amor que os uniu e que este amor seja a força que os guiará através dos anos. Que Deus abençoe cada passo, cada decisão e cada sonho compartilhado. E que, ao olharem para trás, após muitos anos de caminhada juntas, possam sorrir e afirmar com convicção: “Valeu a pena”.

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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