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Aula 03 – Curso de liderança: Como resolver conflitos?

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Aula 03 – Como resolver conflitos na igreja

Como Resolver Conflitos Dentro da Igreja Local?

É muito comum na vida cotidiana de uma Igreja Local a ocorrência de conflitos. Por vezes surgem divergências entre os irmãos, ou mesmo entre a própria liderança. O que fazer quando surgem esses conflitos? O que fazer quando acontecem facções no seio da comunidade cristã?

Perguntas sérias que merecem respostas sérias e objetivas. Onde encontrar tal solução? No conselho do irmão mais experiente? No conselho do pastor? No conselho de um grupo de cristãos mais maduros? Não, não e não.

Temos que aprender a buscar conselho na Bíblia, a Palavra de Deus. Devemos aprender a seguir o padrão bíblico. Encontramos na Palavra de Deus muita instrução para solucionarmos os conflitos que ocorrem no seio da Igreja de Deus.

O que fazer então quando existe contenda entre os irmãos? Como solucionar os problemas causados por uma facção entre os membros da Igreja Local? É possível sim a obtenção de sucesso na resolução destes problemas. Vamos então verificar e aplicar o ensino bíblico para que possamos resolver tais desavenças quando surgirem em nosso meio.

Conflitos acontecem em todos os tipos de relacionamentos humanos.

Marido e mulher muitas vezes brigam (e como), pais e filhos também, amigos/as idem. Portanto, não é de se estranhar que os conflitos existam também dentro das igrejas. Eles certamente vão acontecer mais cedo ou mais tarde. 

Agora, o que precisa diferenciar as igrejas dos demais grupos sociais não é a inexistência dos conflitos, porque isso seria impossível, mas sim a maneira como as pessoas lidam com eles – aí sim deve haver uma diferença. As igrejas devem resolver conflitos não com base na lei do mais forte, ou de quem grita mais, mas a partir daquilo que o cristianismo ensina.

Como Jesus lidou com os conflitos?

Jesus nos ensinou a lidar com esse tipo de questão em Mateus capítulo 18, versículos 15 a 17 e o resumo dos seus ensinamentos é o seguinte:

  • Quando há um conflito, as partes devem manter contato, de boa fé, visando resolver a questão (versículo 15). Isso pode ser feito por iniciativa delas mesmas ou por proposta de algum líder da igreja, como o pastor.
    • As conversas devem ser em particular e jamais na frente de toda a comunidade (versículo 15). Há pastores que cometem o erro sério de logo envolver a comunidade no conflito, talvez até para aumentar seu poder de pressão na busca por uma solução, mas isso é muito ruim. 
    • Se o entendimento entre as partes em conflito não avançar, pelo menos duas outras pessoas devem ser chamadas para ajudar, servindo como mediadores e/ou testemunhas. E os contatos devem continuar privados (versículo 16).
    • O(s) líder(es) e outras pessoas da comunidade que estiver(em) participando das conversas deve(m) sempre destacar a necessidade de que a solução para o conflito respeite os ensinamentos do cristianismo (versículo 16).
    • As conversas devem continuar enquanto houver uma expectativa razoável de se chegar a uma boa solução (versículo 16).
    • Esgotadas as possibilidades de entendimento, aí então o problema deve ser trazido para a igreja como um todo, para que a comunidade possa se posicionar. É nesse estágio que podem ser impostas sanções às pessoas envolvidas no conflito – por exemplo afastando da igreja aqueles que insistam em criar problemas ou não aceitem uma solução adequada (versículo 17).

Esses ensinamentos são úteis porque você pode se ver envolvido diretamente em algum conflito ou ser chamado na participar como mediador de uma situação dessas. E você precisa saber como se comportar em situações desse tipo. Não será agradável, certamente, mas isso é parte da vida.

A gestão de conflitos: Algumas dicas iniciais

Os conflitos fazem parte da natureza humana. Eles podem ser de personalidade, interesses, opiniões ou valores. Onde e quando há interação entre seres humanos, existe uma certeza de que, em algum momento, preferências pessoais, ideias ou gostos divergentes podem criar algum nível de conflito.

O conflito no ministério cristão não é novo. Logo no início da igreja primitiva em Atos, os primeiros cristãos enfrentaram alguns conflitos por causa de preconceitos interpessoais e de sérias diferenças de interpretação das histórias e práticas fundamentais do Antigo Testamento. Felizmente, os apóstolos e líderes zelosos buscaram a orientação do Espírito Santo e das Escrituras para resolver essas tensões.

No entanto as situações de conflito nem sempre são prejudiciais. Quando geridos de forma correta, os conflitos podem se tornar a força propulsora de mudanças positivas na igreja.

A gestão de conflitos é uma forma de mediar os impasses entre pessoas ou times, diminuindo seu impacto negativo e tornando a situação de conflito algo produtivo. Quando gerenciados de forma eficiente e didática, os conflitos podem ser convertidos em grandes oportunidades de aprendizado e crescimento pessoal, espiritual e profissional.

A resolução de conflitos é uma competência de liderança que os líderes da igreja precisam aprimorar. Saber como lidar com o conflito dentro da igreja pode minimizar sua propagação e impacto. Neste artigo, sobre como resolver problemas dentro da igreja, você vai conhecer as etapas do processo de gestão de conflitos na igreja e 3 dicas para exercê-lo da melhor forma possível.

Etapas do processo de gestão de conflitos na igreja

O conflito e a divisão destroem a fé e prejudicam o testemunho cristão na comunidade. A igreja deve estar sempre preparada para se envolver ativamente na reconciliação.

O sucesso da gestão de conflitos dentro da igreja dependerá do mediador e de como ele se portará ao longo das etapas que levam a resolução do problema. Ele deve ser totalmente imparcial e focar apenas nos interesses dos envolvidos, e não em seus interesses, opiniões ou valores próprios.

Para um processo de gestão de conflitos bem sucedido é importante buscar pontos de aproximação entre as partes conflituosas e agir com clareza e objetividade em todas as etapas do processo. Isso evita que o foco se perca e garante mais assertividade nas conclusões. A maneira de lidar com um conflito depende de algumas variáveis. Dentre elas estão a intensidade, a duração, o contexto e as causas da situação conflituosa.

O processo de gestão de conflitos dentro da igreja deve passar pelas seguintes etapas:

1. Apuração

A primeira etapa para a gestão de conflitos da igreja é apurar os fatos sobre o evento. Isso envolve investigar as informações e entender a situação e origem do conflito.

Em seguida, é preciso conversar individualmente com cada uma das partes para ouvir as possíveis versões da história.

Essa etapa requer observação, escuta ativa, empatia e análise. Para isso, se prenda apenas às reclamações, e busque identificar as necessidades por trás do atrito.

Depois de ouvir todos os lados, identifique possíveis mal-entendidos ou ruídos na comunicação entre as partes, mas sempre de forma imparcial.

 2. Negociação

A segunda etapa para a gestão de conflitos da igreja é a negociação. Ela envolve o desenvolvimento de possíveis soluções do conflito.

Para a negociação, é necessária uma conversa em conjunto, mediada pelo gestor de conflitos. O diálogo deve servir para esclarecer as percepções de ambas as partes, garantindo que haja compreensão das necessidades de cada lado.

3. Resolução

A terceira etapa é a etapa da resolução.

Finalmente, o mediador deve orientar a criação de propostas de solução de forma colaborativa.

Pode acontecer de uma das partes ter que abrir mão de alguma exigência. Nesse caso, é preciso certificar-se de que os envolvidos estão cientes e de acordo com isso, se comprometendo para que não haja desavenças futuras. 

 4. Acompanhamento

Por fim, após a mediação dos conflitos, é hora de colocar as soluções em prática.

A partir disso, é fundamental que haja um trabalho de acompanhamento, para observar a evolução do acordo, conferir se as propostas estão sendo cumpridas e monitorar possíveis desdobramentos negativos.

3 dicas de como gerenciar conflitos na igreja

Agora que você já sabe como é o processo de gestão de conflitos, vamos te dar 3 dicas para que você possa exercê-lo com maestria.

1. Aprimore a comunicação

A comunicação é a força vital da igreja e a base da sua missão, mas conflitos vão acontecer se a comunicação é falha e atravessada.

A comunicação clara permite que o corpo da igreja experimente crescimento e unidade à medida que se aproximam de Cristo, mas também se aprofundam nos relacionamentos entre si.

Use sempre o diálogo para resolver conflitos na igreja e restaurar a paz. Porém, o exercício do diálogo não pode acontecer apenas quando houver atrito, mas deve ser um trabalho sistemático e contínuo. Uma comunicação eficaz é a chave para prevenir e resolver conflitos. Para gerenciar os conflitos na Igreja incentive o constante desenvolvimento da comunicação, de modo que:

  • Trate os problemas imediata e abertamente;
    • Defina expectativas claras;
    • Desenvolva habilidades de escuta ativa; e
    • Reconheça e respeite as diferenças pessoais.

2. Enfrente o problema

O ser humano não gosta de conflito, mas também tem dificuldades em encarar problemas. Porém, a melhor maneira de lidar com o conflito na igreja é enfrentando-os.

Existe uma teoria na resolução de conflitos que sugere que quanto mais tempo um conflito se desenvolve, menos provável que haja um resultado positivo. Por isso, se torna vital enfrentar os problemas o mais rápido possível.

O conflito cresce e se espalha com o tempo. Esperar que ele desapareça ou se resolva é como esperar que um câncer simplesmente desapareça por si mesmo. Conflitos não tratados são como cânceres não tratados: eles inevitavelmente espalharão.

O infeliz resultado de algumas situações é que, quando um membro está chateado com alguma coisa, ele geralmente compartilha esse descontentamento com outro membro e esse ciclo de fofoca pode ser muito prejudicial.

Por isso, diante de um conflito, é preciso agilidade para esclarecer as informações, entender a situação e tentar resolver o problema.

3. Forneça um processo de feedback estruturado

Sempre que houver mais de uma pessoa em uma sala, haverá oportunidade de conflito. Estamos todos conectados de forma diferente e temos origens diferentes, então cada um de nós verá as coisas de uma perspectiva única.

Crie um processo de feedback confortável para funcionários, voluntários e membros e torne mais fácil e seguro para eles compartilharem problemas ou preocupações. Um processo de feedback fácil fornece um ambiente conveniente e seguro, que permite que as divergências sejam discutidas e debatidas abertamente.

Criar sistemas

Uma das tarefas mais difíceis de uma comunidade cristã é manter a unidade quando surgem diferenças de opinião em questões relativas à identidade e à missão da igreja. Essas diferenças podem levar a consequências devastadoras.

Conflitos na igreja sempre vão acontecer, mas eles devem ser oportunidade de exercitarmos o perdão e o domínio próprio e também de aprendermos a amar uns aos outros, mesmo em face das nossas diferenças e erros.

Tipos de relacionamentos na igreja

Entre Paulo e Barnabé, talvez os dois líderes mais importantes daquela época, surgiu, também, um problema e uma penosa separação (At. 15:36-41). Também, entre duas mulheres importantes de uma   igreja ocorreram sérias dificuldades (Fp. 4:2-3).

Corinto, a igreja carismática por excelência, se desgarrava por falta de unidade e amor. Não sabiam agir como um corpo. Tinham todo o tipo de dons e bênçãos, mas não faziam caso da verdade que, não somente é necessário crer em Cristo, e que nele pode-se ter dons, mas que nele é necessário aprender a relacionar-se de uma nova maneira.

Há grande importância dos relacionamentos entre os irmãos na igreja.

Atualmente são notórios os casos de igrejas que nascem com grande força, mas logo as raízes de amargura em alguns corações provocam a raiva, as disputas, as divisões, a estagnação e, em alguns casos, até a morte da igreja. Por outro lado se nota que a cura nos relacionamentos e o aperfeiçoamento deles produzem regozijo, satisfação e crescimento.

É necessário discernir as diferentes áreas de relacionamentos que existem em uma igreja.

Citaremos as principais ou as que geralmente afetam mais, positiva ou negativamente.

  • Relacionamentos entre o pastor e irmãos.
    • Relacionamentos entre irmãos e irmãos.
    • Relacionamentos entre pastor e líderes.
    • Relacionamentos entre anciãos e líderes.
    • Relacionamentos entre os próprios líderes.
    • Relacionamentos entre jovens e adultos.
    • Relacionamentos entre a igreja e outras igrejas.
    • Relacionamentos entre igreja e denominação.
    • Relacionamentos entre igreja e comunidade civil.

Causas de Problemas nos Relacionamentos

Nas igrejas cristãs é possível que ocorram problemas como o ressentimento, a raiva, o distanciamento, o abandono da igreja, a negação a colaborar, a renúncia aos cargos, e, em alguns casos, até as divisões. É de se esperar que alguns desses problemas ocorram, como em todo o grupo humano.

Alguns cristãos de hoje, tiveram um passado tenebroso e necessitam tempo, orientação, amor e às vezes “disciplina”, para que consigam adaptar-se ao grupo. Também deve-se ter em mente que um dos focos especiais do ataque de Satanás às igrejas é prejudicar, e se possível, corromper os relacionamentos entre os irmãos.

  Para detectar causas de relacionamentos prejudicados é necessário  saber se se trata de um número muito reduzido de pessoas ou se são muitas as envolvidas no problema.

Também é necessário reconhecer se se trata de uma situação que ocorre ocasionalmente ou se se trata de uma característica constante de fricções e rompimentos.

Se na igreja de um modo geral reina a paz, o trabalho conjunto, e de vez em quando um problema de relacionamentos aparece mas logo é solucionado, pode-se dizer que essa igreja é sadia. Mas se os problemas atingem um amplo setor da igreja, ou são coisa comum e normal, deve-se aceitar com honestidade que esse corpo está doente e precisa um tratamento especial imediatamente. A capacidade de relacionar- se está prejudicada.

No livro trabalho Pastoral são citadas varias causas de conflitos: Primeiramente o pastor deve estudar a raiz do problema e quem está envolvido nele, depois o pastor de estudar formas de resolver cada tipo de problema, a principais causas desses problemas são:

-Problemas de Autoridade 
-Problemas de Administração 
-Assuntos Doutrinários Secundários 
-Pessoas Problemas 
-Situações de Mudanças 

Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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