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Aula 3: As Imagens da Igreja (1 Co 3) – Série Decifrando I Coríntios: Os Segredos de uma Igreja Madura e Unida no Amor Fraternal

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Texto base: 1 Coríntios 3:1-23

Introdução

Imagine uma igreja ideal. Como ela seria? Unida, amorosa, madura espiritualmente? Nesta aula, vamos explorar três imagens poderosas que Paulo usa em 1 Coríntios 3 para nos mostrar como deve ser uma igreja saudável centrada em Cristo. 

Vamos mergulhar nas metáforas de Paulo e descobrir os segredos de uma igreja que agrada a Deus.

Parte 1 – A Igreja como Família: Crescendo em Maturidade (1 Co 3:1-4)

A maturidade espiritual é o alvo supremo de toda igreja que almeja refletir a imagem de Cristo. Tal como uma criança necessita de nutrição adequada para se desenvolver física e mentalmente, também os cristãos precisam de alimento sólido da Palavra de Deus para amadurecerem na fé. O teólogo John Stott ressalta que “a Bíblia é o principal meio pelo qual Deus se revela a nós e nos transforma à semelhança de Cristo”.

Entretanto, o crescimento rumo à maturidade pode ser obstaculizado por divisões e rivalidades infantis no seio da igreja. Quando os membros se apegam a preferências pessoais e se envolvem em disputas mesquinhas, assemelham-se a crianças birrentas no parque infantil. D. L. Moody, notável evangelista do século XIX, costumava afirmar que “os cristãos devem ser pesados, não apenas contados”. Em outras palavras, a qualidade do discipulado é mais importante do que o mero número de membros.

Para superar esse estado de imaturidade, é imprescindível que a igreja se alimente regularmente das verdades bíblicas. Assim como o leite materno é essencial para os bebês, mas insuficiente para os adultos, também os cristãos precisam progredir dos rudimentos da fé para doutrinas mais profundas. Uma pesquisa realizada pela Barna Group em 2020 revelou que apenas 5% dos adultos americanos possuem uma cosmovisão bíblica, indicando uma alarmante carência de maturidade espiritual.

Portanto, o desafio para a igreja contemporânea é cultivar um ambiente propício ao crescimento espiritual, onde os membros são nutridos pela Palavra e encorajados a viver em unidade. Somente assim poderemos nos tornar a família de Deus que ele deseja que sejamos, “crescendo em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).

Parte 2 – A Igreja como Campo: Colhendo uma Safra Abundante (1 Co 3:5-9a)

A analogia da igreja como um campo fértil ressalta o alvo supremo da quantidade de frutos espirituais. Assim como um agricultor almeja uma colheita farta, também a igreja deve aspirar a uma produção abundante de vidas transformadas pelo evangelho. O teólogo John Stott afirma que “a igreja existe pela missão, assim como o fogo existe pela combustão”. Em outras palavras, frutificar não é uma opção, mas a própria razão de ser da igreja.

No entanto, essa meta não pode ser alcançada por esforços isolados. Requer a sinergia de uma diversidade de ministérios trabalhando em conjunto. Tal como em um campo agrícola, onde lavradores, semeadores e regadores desempenham funções distintas, porém complementares, também na igreja cada membro é chamado a contribuir com seus dons únicos. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Barna em 2018 revelou que apenas 10% dos cristãos americanos possuem uma compreensão bíblica de seus dons espirituais e os utilizam ativamente no serviço.

A mera diversidade não é suficiente. Deve haver igualmente uma unidade de propósito, e esse propósito é a glória de Deus. O reformador João Calvino sabiamente observou que “não há nada, por mais insignificante que seja, que não deva ser relacionado à glória de Deus”. Quando cada ministério na igreja é motivado por esse alvo supremo, as diferenças se harmonizam e os frutos se multiplicam. Uma congregação local unida em torno desse propósito se assemelha a um campo bem cultivado, onde cada planta desempenha seu papel para o florescimento do todo.

Portanto, o desafio para a igreja contemporânea é abraçar essa visão de um campo frutífero, onde a diversidade de ministérios se une em prol da glória de Deus e da expansão de seu Reino. Somente assim poderemos experimentar uma colheita espiritual abundante, cumprindo o chamado de Jesus para que demos “muito fruto” (João 15:8).

Parte 3 – A Igreja como Templo: Construindo com Excelência (1 Co 3:9b-23)

Em 1 Coríntios 3:9b-23, Paulo compara a igreja local a um templo que deve ser edificado com materiais de qualidade para a glória de Deus. O apóstolo enfatiza que o alvo supremo é a excelência na construção deste edifício espiritual, usando materiais duradouros como ouro, prata e pedras preciosas, e tendo como alicerce inabalável a pessoa de Jesus Cristo.

Essa analogia do templo nos remete a outras passagens bíblicas, como Efésios 2:20-22, onde Paulo afirma que a igreja é “edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício bem ajustado cresce para santuário dedicado ao Senhor”. Portanto, a qualidade da edificação da igreja depende diretamente da fidelidade ao fundamento que é Cristo e aos ensinos apostólicos.

O renomado pregador Charles Spurgeon certa vez declarou: “Um sermão sem Cristo como seu início, meio e fim não é um sermão; é um erro, uma desgraça para o púlpito, um insulto a Deus”. Essa citação ressalta a importância de se construir o ministério da igreja sobre o alicerce de Cristo, pois somente assim o edifício espiritual resistirá à prova do fogo no dia do juízo (1 Co. 3.13-15).

Assim, edificar a igreja com excelência envolve investir tempo, recursos e energia no discipulado, no ensino das Escrituras, na comunhão, na adoração e no serviço. Requer o uso de “materiais” nobres como amor, integridade, generosidade, perdão e perseverança. Implica em rejeitar “palha e madeira” como carnalidade, divisões, 

Cada membro da igreja é chamado a contribuir para essa obra, usando seus dons e talentos para a edificação do corpo de Cristo. Pastores e líderes têm uma responsabilidade especial de zelar pela qualidade da construção, pois prestarão contas a Deus. Mas todos nós devemos nos empenhar para que a igreja cresça “para santuário dedicado ao Senhor”, refletindo a glória e o caráter de Cristo.

Conclusão

Que tipo de igreja queremos ser? Uma família imatura e dividida, um campo infrutífero ou um templo mal construído? Ou uma igreja que busca a maturidade, produz frutos abundantes e edifica com excelência sobre o fundamento de Cristo? A escolha é nossa. Vamos nos comprometer a viver esses princípios e ser a igreja que Deus deseja.

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38

SOBRE O AUTOR:
Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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