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Estudo da quinta. Tema: Culpa humana e graça de Deus – Parte 01

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Culpa humana e graça de Deus – Parte 01

Romanos 2.1-11; 2Coríntios 7.5-16

A culpa é responsável por grande parte do sofrimento humano. Converse com pessoas deprimidas, solitárias, angustiadas, membros de famílias violentas, homossexuais, alcoólatras, doentes terminais, pessoas que estão passando por crises conjugais ou qualquer outro tipo de problema, e você descobrirá que a culpa faz parte das dificuldades delas.

I. Que é culpa

Foram identificados vários tipos de culpa, que podem ser agrupados em duas categorias fundamentais: culpa objetiva e culpa subjetiva.

1.Culpa objetiva

É aquela que ocorre quando uma lei é quebrada e o transgressor é culpado, quer ele concorde com isso ou não. Foi o que aconteceu com Davi (2Sm 12.1-15). A culpa objetiva pode ser dividida em quatro tipos.

Culpa legal – É a violação das leis da sociedade. Avançar um sinal vermelho no trânsito, por exemplo (Rm 13.1-2).

Culpa teológica – É desobediência às leis de Deus. De acordo com as Escrituras, todos nós somos pecadores (Rm 3.23).

Culpa pessoal – É a violação dos padrões pessoais e entrega aos apelos da própria consciência (Rm 14.22-23).

Culpa social – É a quebra de uma regra que não está escrita, mas é socialmente aceita como válida (1 Co 10.23).

2.Culpa subjetiva

É o sentimento de pesar, remorso, vergonha e autocondenação que frequente­mente surge quando fazemos ou pensamos alguma coisa que consideramos errada, ou deixamos de fazer algo que deveriamos ter feito. Foi o que aconteceu com Judas Iscariotes (Mt 27.3-5) e com Esaú (Hb 12.16-17).

Deus pode usar qualquer um dos tipos de culpa ou vários Deles conjugados para nos levar ao arrependimento e às mudanças necessárias porque “a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento” (Rm 2.4).

Quando as pessoas falam sobre culpa, geralmente se referem à culpa subjetiva, mas a Bíblia não usa a palavra culpa nesse sentido. As três palavras gregas traduzidas como “culpa” ou “culpado” referem-se à culpa teológica. Nesse caso, parece haver pouca diferença entre culpa e pecado.

II. Conceitos de tristeza e de perdão divino

Será que é possível ajudar as pessoas a lidar com o seu pecado ou culpa objetiva sem gerar sentimentos de culpa perniciosos? Para responder a essa pergunta, vamos examinar os conceitos de tristeza (construtiva e destrutiva) e de perdão divino.

Tristeza construtiva e tristeza destrutiva

No texto de 2Coríntios 7.8-10, Paulo faz uma distinção entre a tristeza segundo o mundo (tristeza destrutiva, que parece equivalente à culpa subjetiva e que por isso só leva à destruição) e a tristeza segundo Deus (tristeza construtiva, que equivale à culpa objetiva e que resulta em arrependimento e restauração).

Perdão divino

Este é um dos principais temas da Bíblia. Embora algumas passagens o mencionem sem discutir o arrependimento, outras sugerem que pelo menos duas condições precisam ser satisfeitas para que Deus perdoe: o arrependimento (At 3.19-20; 2Tm 2.24-25) e a disposição do pecador para perdoar (Mt 6.14-15; 18.21-22).

III. Causas da culpa

Por que as pessoas se sentem culpadas? As razões podem ser muitas, como apresentamos a seguir.

Experiências passadas e expectativas irreais

Os conceitos individuais de certo e errado, bom e mau, geralmente se formam na infância. Na maioria das vezes, são os pais que transmitem esses padrões. As vezes esses conceitos vêm de líderes da igreja que acreditam que o homem pode viver sem pecar.

A melhor reação diante de padrões inatingíveis é a adoção de outros mais rea­listas. É claro que Deus espera que estejamos sempre nos esforçando para atingir o alvo da maturidade cristã (Fp 3.12-16). Ele desaprova o pecado e a desobediência, mas enviou o Seu Filho para que pudéssemos receber perdão e desfrutar de uma vida abundante livre de pecados e culpas(ljo 2.1-2).

Inferioridade e pressão social

É difícil saber se o senso de inferioridade gera sentimento de culpa, ou se é o sentimento de culpa que produz sensação de inferioridade. Vivemos num mundo que jaz no maligno, sofremos críticas e, por vezes, sem que percebamos, acabamos envolvidos inadvertidamente nesse tipo de pecado. Repreensões podem evocar sentimento de culpa, tanto na pessoa que critica quanto na que é criticada, e cada uma delas procura aliviar sua culpa como pode, criticando outras pessoas e se justificando. Isso foi o que aconteceu com o filho mais velho, no relato do filho pródigo (Lc 15.25-30).

Mau desenvolvimento da consciência

Muitas pessoas aprenderam a pensar de maneira rígida sobre o certo e o errado, estão convencidas de suas próprias imperfeições e incompetências, têm medo de fracas­sar ou ser castigadas e não conhecem direito o perfeito perdão de Deus. Sendo assim, embora estejam na nova aliança em que as leis foram escritas no coração, vivem como se estivessem na antiga aliança em que as leis foram escritas em pedras (2Co 3.2-3).

Influências sobrenaturais

A culpa objetiva teológica e os sentimentos de culpa subjetiva entraram na história da humanidade a partir do pecado original (Gn 3.8-10); são instrumentos do Espírito Santo para nos convencer do pecado(jo 16.8), mas podem ser usados contra nós pelo Diabo (Jó 1.9-11 eAp 12.10).

Conclusão

Todo mundo tem pecado, e um dos resultados do pecado é culpa. Podemos ser agradecidos por sentimentos de culpa porque eles nos levam ao arrependimento. No momento em que uma pessoa se vira contra o pecado em direção a Jesus Cristo, seu pecado é perdoado. Arrependimento é parte da fé que leva à salvação (Mateus 3:2; 4:17; Atos 3:19).

Em Cristo, até mesmo os piores pecados são apagados (leia 1 Coríntios 6:9-11 para encontrar uma lista de obras injustas que são perdoadas). Salvação é pela graça, e graça perdoa. Depois que uma pessoa é salva, ela ainda vai pecar. Quando isso acontece, Deus ainda promete perdão. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1).

Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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