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Estudo da quinta. Tema: Parte 02 – Como controlar a Ira

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Parte 02 – Como controlar a Ira

Texto bíblico: Efésios 4:17-32

Introdução

Embora tenhamos na recomendação de Paulo (Ef 4.26) uma aparente tolerância à indignação: “irai-vos e não pequeis”, é bom lembrarmos que seu conselho não para aí: “não se ponha o sol sobre a vossa ira”. A orientação é para que não deixemos que um breve momento de ira se transforme em uma animosidade permanente. A Bíblia não ensina a agirmos contra o nosso próximo, seja de que modo for. Pelo contrário, somos exortados a tirar qualquer tipo de sentimento negativo de nosso coração, pois a linha divisória entre a ira justa e a conduta pecaminosa é muito tênue. O melhor mesmo é seguir o conselho de Davi: “deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal” (SI 37.8).

Sugerimos alternativas que nos ajudam a conter os efeitos da ira em nosso viver.

Não deixe para amanhã o que pode resolver hoje

Quem cultiva hoje sentimentos negativos em seu coração, em lugar de esclarecer os fatos, pode colher inimizade amanhã: “Controle sempre o seu gênio; é tolice alimentar o ódio” (Ec 7.9 NTLH). Saul se deixou levar pelo ciúme que a popularidade de Davi pro­vocou em seu serão perceber que ofuscava sua fama (iSm 18.8-11). Ele permitiu que o sol se pusesse por muitos dias sobre a sua irritação, deixando crescer a raiz de amargura, a ponto de fazer florescer uma indisfarçável disposição de guerrear contra seu próprio genro e contra qualquer um que se fizesse amigo Dele (ISm 20.30).

Não provoque

Se existe uma ocasião em que precisamos agir com tato e diplomacia, é quando se está lidando com alguém de temperamento violento e pouca paciência. Falar com ele em tom de dura reprovação é provocá-lo. Por isso, com toda prudência e respeito, procure resolver sua questão, de preferência o mais rápido possível, antes que aquele que já está furioso se volte contra você.

Não se torne uma pessoa inconveniente

Há aqueles que têm prazer em irritar os outros com palavras desagradáveis, com brincadeiras inconvenientes. Se você age assim, procure mudar seu comportamento. E se você for vítima desse tipo de aborrecimento, não lhe dê atenção, pois brigar de nada adianta. Simei foi um súdito inconveniente, que insultou Davi com seus comentários, mas o rei manteve a dignidade, e isso causou maior impacto do que se tivesse retaliado (2Sm 16.5-13; 19.18-19).

Não faça ameaças tolas

Sambalá e seus companheiros tentaram intimidar Neemias com ameaças tolas (Ne 4.7-8), mas ele era um homem controlado e sensato, e não permitiu que tal ma­nobra desse certo. Seja sábio e não haja como Sambalá e seus amigos!

Não faça julgamento precipitado

Quando algo que você não compreende bem causar aborrecimento, procure manter a calma, para não gerar confusão. Davi, por exemplo, ficou indignado quando ouviu o relato do profeta Natã a respeito de um rico que roubou a ovelha de um pobre. A ira de Davi se acendeu tão precipitadamente, que nem percebeu que a parábola falava Dele mesmo (2Sm 12.4-5). A cólera precipitada é como uma pedra atirada numa caixa de marimbondos – o resultado é desastroso.

Para evitar um julgamento precipitado, sigamos a recomendação de Tiago, quando disse: “Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19; 3.1-12).

a)Todo homem seja pronto para ouvir (Tg 1.19) – Quem fala muito nem sempre acerta no que fala, por isso precisamos aprender a ouvir mais e falar menos, para que tenhamos tempo de refletir bem antes de falarmos:“e do muito falar vêm as palavras néscias” (Ec 5.3).

b)Todo homem seja tardio para falar (Tg 1.19) – É preciso refletir bem antes de expor nossas impressões, pois nem sempre estamos corretos. Como disse Salomão: “Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma… Sejam poucas as tuas palavras” (Ec 5.2-3). (Veja Pv 10.19)

c)Todo homem seja tardio para se irar (Tg 1.19) – Impaciência e irritação são sen­timentos que não combinam com a regeneração e um novo proceder, por isso o sábio disse: “Não te apresses em irar-te, porque a ira se abriga no íntimo dos insensatos” (Ec 7.9). Procure controlar sua raiva, para não correr o risco de machucar alguém, a si próprio e, principalmente, desagradar a Deus

O alerta necessário

Paulo termina sua recomendação fazendo um alerta necessário: “nem deis lugar ao diabo”. Naturalmente, Paulo não estava insinuando que um crente irado está totalmente à mercê do diabo. Mesmo enfraquecidos, Aquele que está em nós é mais forte que o príncipe deste mundo; no entanto, a ira descontrolada pode dar oportunidade ao inimigo para exercer influência sobre nós a fim de fazermos o mal.

Na verdade, há três estratégias que o inimigo usa para enfraquecer a nossa fé e nos empurrar ao descontrole em momentos de ira.

a)Satanás usa a estratégia da tentação. No momento da ira, ele atiça ainda mais os nossos ânimos, instiga lembranças, verdadeiras ou imaginárias, que justifiquem nossa atitude. Ele não tem poder para criar o pecado e introduzi-lo em nosso coração; pode apenas chamar a nossa atenção para uma fraqueza que já tenhamos. Ao pecarmos, a responsabilidade é nossa, porque aquela fraqueza já estava em nós: “Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.14-15).

b)Satanás usa a estratégia do engano.  Tentará desviar nossos olhos e ouvidos da verdade, e apontando-os para aquilo que desejamos ver e ouvir. Assim nosso julgamento contra aqueles que nos aborre­cem fica comprometido, e as chances de conciliação se esgotam rapidamente: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo” (2Co 11.3).

c)Satanás usa a estratégia da acusação. Após nos seduzir e nos enganar a ponto de perdermos a paciência com alguém, ele constrange a nossa consciência de modo a que não creiamos na graça, no perdão e na redenção que temos em Cristo Jesus, tentando nos desviar do caminho da re­conciliação com Deus e com o próximo (Ap 12.10). Não dar lugar ao diabo é tirar Dele a razão de nos acusar perante Deus e não permitir que o nome de Deus seja blasfemado por causa de nossos acessos de raiva. Por isso Paulo recomenda: “Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência, linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tt 2.7-8).

Conclusão

A ira faz parte daquela triste lista de atitudes que podem levar alguém ao inferno: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são:… inimizades, porfias, ciúmes, iras… a respeito das quais eu vos declaro… que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (G15.19 21). As obras da carne e o fruto do Espírito não podem andar em harmonia, de maneira que não é possível produzir o fruto do amor e ao mesmo tempo nutrir inimizades no coração. Não é possível exercitar o domínio próprio e viver tendo acessos de raiva. Por isso: “Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (G15.16). A vontade de Deus para a vida dos Seus servos é que sejam temperantes, vivam em santidade, sem iras e sem contendas, e saibam proferir palavras abençoadas.

Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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1 comentário em “Estudo da quinta. Tema: Parte 02 – Como controlar a Ira”

  1. Rivaldo Freire de Sousa

    Excelente estudo, pois mostra como o crente deve se comportar!! Eu estou aprendendo muito, é com base nesta palavra que vem a mente tudo aquilo que aprendemos na escola bíblica!!

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