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Lição 10 EBD. Tema: Nossa segurança vem de Deus

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Lição 10: Nossa segurança vem de Deus

TEXTO ÁUREO: “E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” (Lc 12.15).

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Mateus 6.19-27.

INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo, veremos que jamais devemos colocar a nossa esperança nos bens materiais, mas sim em Deus (1Tm 6.17). No Sermão do Monte, Jesus ensinou a respeito do dinheiro, de ajuntarmos tesouros neste mundo, e sobre ansiedade. Tal ensinamento não significa que não podemos ter bens materiais, mas mostra que devemos ter cuidado com a avareza, pois o amor do dinheiro é a raiz de todos os males (1Tm 6.10).

Precisamos ser vigilantes, pois o apego aos bens terrenos nos escraviza tornando-nos dependentes das coisas materiais e não mais do Senhor, que provê as nossas necessidades.

I. RIQUEZA DO CÉU E RIQUEZA DA TERRA

1. Uma conciliação impossível. Já experimentamos o Novo Nascimento, somos novas criaturas e não devemos, novamente, ser dominados pela concupiscência dos nossos olhos nem pela soberba deste mundo (1Jo 2.16).

Umas das tentações de Satanás, quando o Senhor Jesus passou pelo processo de tentação (Mt 4.1-11), foi o oferecimento dos reinos deste mundo (Mt 4.9). Jesus rejeitou tal proposta de imediato, pois seu coração não estava nas coisas deste mundo e Ele sabia a quem devia a adoração verdadeira. O crente precisa estar consciente de que não é possível agradar a Deus e aos homens, servir a Deus e a Mamom (palavra aramaica que designa dinheiro e cobiça). Se nossos corações não estiverem purificados pelo sangue do Cordeiro, andaremos em direção oposta a Deus e passaremos a servir ao dinheiro.

2. Tesouros da terra e tesouros do céu. Jesus não aprovou a posição dos escribas e fariseus em relação ao dinheiro. Eles davam muita ênfase aos bens materiais e viam as riquezas como uma amostra da aprovação divina. Jesus confrontou tal pensamento fazendo uma distinção clara entre os tesouros do céu e os da terra. O Mestre mostrou que os bens materiais não são um sinal de que Deus está aprovando nossas atitudes e conduta. Eles são transitórios e podem ser destruídos pela traça, pela ferrugem e levados por ladrões. Muitos, infelizmente, já perderam todas as suas economias devido a uma quebra na bolsa de valores, um sócio desonesto ou por meio de golpes. Segundo Jesus, o crente deve ajuntar tesouros no céu “onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam e nem roubam” (v.20). Jesus estava dizendo que os nossos esforços devem ser em prol do Reino de Deus e da sua justiça, pois ninguém levará nada deste mundo, como afirmou o patriarca Jó: “Nu sai do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá” (Jó 1.21).

3. O que o cristão precisa saber sobre os bens materiais? Jesus não estava condenando adquirir bens materiais, pois muitos homens de Deus possuíam riquezas, como por exemplo: Abraão (Gn 14.18-20; 24.1), Isaque (Gn 26.12,13), Jacó (Gn 30.43) e Salomão (2Cr 1.12). É importante também destacar que Jesus ensinou ao povo a não desperdiçar nada, pois depois da multiplicação dos pães e peixes, Ele ordenou: “Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca” (Mt 6.12).

O crente que conhece as Sagradas Escrituras sabe que tudo o que temos pertence a Deus e que toda bênção vem dEle. Como criou todas as coisas, Ele é o proprietário e possuidor de tudo, e o homem não é dono de nada. Em relação aos bens materiais, o cristão não pode ser avarento ou acumulador egoísta. Precisamos ser como os crentes do primeiro século, cujo coração e a alma eram um e todas as coisas lhes eram comuns (At 4.32).

II. A IDOLATRIA AO DINHEIRO

1. O coração no lugar certo. Nossos corações não podem estar apegados às coisas deste mundo. Nossa esperança e confiança devem estar em Jesus. Em breve Cristo voltará para arrebatar a sua Igreja e não levaremos nada deste mundo, porém, as nossas obras serão provadas pelo fogo (1Co 3.15). Teremos de prestar contas, como um mordomo, de tudo que fizemos com nossos bens e talentos, segundo a parábola do mordomo infiel (Lc 16.1-13). Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, “a injustiça, a cobiça e o poder estão comumente envolvidos na acumulação e emprego das riquezas deste mundo”.

2. Idolatrando a Mamom. Cristo nos chama para uma tomada de decisão: Ajuntar tesouro na terra ou nos céus? Servir a Deus ou a Mamom? Lembre-se de que a dedicação a um destes vai gerar a exclusão do outro, pois não há qualquer possibilidade de harmonizá-los; nosso coração não pode estar dividido entre o que é terreno e o que é espiritual. Deus deseja lealdade do seu povo.

2. Idolatrando a Mamom. Cristo nos chama para uma tomada de decisão: Ajuntar tesouro na terra ou nos céus? Servir a Deus ou a Mamom? Lembre-se de que a dedicação a um destes vai gerar a exclusão do outro, pois não há qualquer possibilidade de harmonizá-los; nosso coração não pode estar dividido entre o que é terreno e o que é espiritual. Deus deseja lealdade do seu povo.

No momento em que o crente escolhe o dinheiro, o conforto e bens que Mamom pode oferecer, certamente sua espiritualidade e comunhão com o Senhor estarão comprometidas. Quem conhece a Deus de modo pessoal jamais fará a escolha errada, pois sabe que Ele abomina a idolatria: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êx 20.3). Idolatria é tudo que ocupa o lugar de Deus em nossos corações.

3. A riqueza condenada por Cristo. Na parábola do rico insensato (Lc 12.13-21), Jesus aponta três erros cometidos pelo homem: O primeiro erro está no fato de que ele achava que tudo o que sua alma precisava era de bens materiais; em segundo lugar, entendia que a essência da vida consistia nos bens materiais, de modo que isso gerava em seu coração um sentimento de prepotência; e o terceiro erro era acreditar que poderia viver tempo suficiente para desfrutar de tudo, se esquecendo que logo seria intimado para comparecer perante Deus.

Jesus condena tanto o egoísmo advindo das riquezas quanto também a confiança nela, mas infelizmente vivemos em uma sociedade dominada pelo materialismo, onde muitos só pensam em lucros e benefícios materiais.

III. VIVENDO A QUIETUDE ESPIRITUAL EM DEUS

1. Os males advindos das preocupações. Devemos estar sempre alerta, pois não é somente Mamom que pode nos levar à queda, mas as preocupações demasiadas com o futuro e com a nossa subsistência podem comprometer a nossa vida espiritual e a nossa saúde mental. A preocupação demasiada com o futuro revela falta de confiança em Deus. Mesmo em tempos difíceis, não podemos viver preocupados e ansiosos, pois temos um Deus que tem cuidado de nós, suprindo as nossas necessidades (Sl 23.1). Ele já nos concedeu a salvação e proverá tudo de que precisamos.

Não podemos viver como Marta, que poderia estar aos pés de Jesus, mas optou andar distraída em muitos serviços (Lc 10.38-41). Quando não temos equilíbrio, a preocupação e o serviço em excesso roubam a nossa comunhão com Deus. Precisamos trabalhar e servir ao Senhor, mas jamais podemos nos esquecer de que a nossa tarefa mais importante é a nossa devoção e adoração a Ele.

2. Vivendo sem inquietação. O materialismo afastou o homem de sua quietude, da simplicidade, do contato com a natureza, da qual poderia extrair grandes e preciosas lições para sua vida. Para mostrar que não devemos estar inquietos, Jesus usa como referência as aves: elas não semeiam, não colhem e nem ajuntam em celeiro, mas o Pai celestial as sustenta.

Só podemos viver sem inquietação quando tomamos consciência de que somos filhos de Deus e que seu cuidado é especial para conosco. Os que vivem com maus pressentimentos, em aflição, angústia, preocupando-se indevidamente pelo que vai acontecer no dia seguinte, estão ignorando as promessas divinas. Que venhamos a lançar toda nossa ansiedade sobre Deus, pois Ele é quem cuida de nós (Fp 4.6,7; 1Pe 5.7).

3. Vivendo sossegados em Deus. Não viva inquieto, preocupado, em aflição, gastando suas energias naquilo que pode prejudicar sua saúde. Devemos viver sossegados e quietos confiando no Todo-Poderoso, pois não podemos modificar ou acrescentar nada com as nossas preocupações.

Jesus nos ensina que Deus cuida das aves e dos lírios do campo, de modo que nem mesmo Salomão, com toda a sua riqueza, se vestiu como qualquer um deles. As lindas flores são transitórias, efêmeras, logo se tornam inexistentes, mas se o cuidado divino está direcionado para essas pequenas coisas, não cuidará Ele dos seus filhos? Para viver a quietude, o crente precisa buscar o Reino de Deus e sua Justiça (Mt 6.33).

Neste tempo marcado pelo imediatismo e ansiedade, precisamos valorizar mais a quietude, a calma que vem de Deus.

Nele, encontramos descanso!

CONCLUSÃO

Os filhos de Deus devem estar conscientes de que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai” (Tg 1.17). Somos abençoados pelo Senhor com os nossos bens, mas nossos corações não estão nas riquezas deste mundo. Não amemos o dinheiro e usemos todos os nossos recursos para a expansão do Reino de Deus.

Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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