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Lições 08, 09 e 10 da EBD.

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Lição 08 – Paulo, o Discipulador de Vidas

Texto Áureo

“E, Paulo tendo escolhido a Silas, partiu, encomendado pelos irmãos à graça de Deus. E passou pela Siria e Cilicia, confirmando as igrejas.” (At 15.40-41)

Verdade Prática

O discipulado cristão forma discípulos de Cristo para que o imitem de forma que Deus seja glorificado na sociedade.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 28.19-20 O discipulado é uma ordem do Senhor
Terça – At 2.14-41 A pregação como ponto de partida
Quarta – At 2.42-47 O discipulado como formação na Igreja Primitiva
Quinta – Fp 4.8-9 O discipulado nos faz pensar nas coisas mais elevadas
Sexta – Cl 3.21 O discipulado nos faz buscar as coisas que são de cima
Sábado – 1Co 10.31 Discipulados a fim de viver para glória de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.42-4720.1-4

Atos 2

42- E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
43- E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.


44- Todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.
45- Vendiam suas propriedades e fazendas e repartiam com todos, segundo cada um tinha necessidade.
46- E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração,
47- Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.

Atos 20

1- Depois que cessou o alvoroço, Paulo chamou a si os discípulos e, abraçando-os, saiu para a macedônia.
2- E, havendo andado por aquelas terras, exortando-os com muitas palavras, veio à Grécia.


3- Passando ali três meses, e sendo-lhe pelos judeus postas ciladas, como tivesse de navegar para a Síria, determinou voltar pela macedônia.
4- E acompanhou-o, até à Ásia, Sópater, de Beréia, e, dos de Tessalônica, Aristarco, e Segundo, e Gaio de Derbe, e Timóteo, e, dos da Ásia, Tíquico e Trófimo.

HINOS SUGERIDOS: 15, 391, 465 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Revelar a missão integral da Igreja no Discipulado: pregar e ensinar.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I- Relacionar o apóstolo Paulo com o discipulado bíblico;
Il- Salientar a integralidade da missão no Discipulado: pregar e ensinar;
III- Ponderar o discipulado com pessoas de outras culturas.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Esta lição revela a importância de a igreja conjugar com equilíbrio pregação evangelística com o ensino cristão. Este forma enquanto aquela chama. O pastor Antônio Gilberto, saudoso mestre das Assembleias de Deus no Brasil, sempre ponderou a respeito de ensinar sistematicamente a Bíblia para a igreja local. O melhor espaço para isso é a Escola Dominical. Nesse espaço, ensinamos os que foram chamados pela pregação do Evangelho. O ministério do apóstolo Paulo revela essa integralidade da missão: pregação da Palavra e ensino formativo. O apóstolo pregava o Evangelho e, também, discipulava, ensinava o povo de Deus a guardar os mandamentos do Senhor.

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos os aspectos gerais do discipulado, com destaque para o papel de Paulo no processo do discipulado nas igrejas que plantou. Perceberemos que esse foi o meio pelo qual nosso Senhor nos concedeu para que os recém-nascidos na o caráter de Cristo.

PONTO CENTRAL: A Missão da Igreja é pregar e ensinar

I- PAULO E O DISCIPULADO BÍBLICO

1. O discipulado bíblico. O princípio do discipulado na Igreja Primitiva baseava-se na ordem da Grande Comissão que Jesus deu aos discípulos por ocasião de seu aparecimento e despedida (Mt 28.19,20). Após o Pentecostes, quando a Igreja nasceu historicamente, o cuidado com os recém-nascidos na fé precisava ser bem estruturado. Em Atos 2.42-47, vemos claramente que as Escrituras (doutrina), a oração, a prática da comunhão e do serviço faziam parte do programa de discipulado da Igreja. Assim, o Paulo onde fazia discípulos, não somente convencia-os à respeito de Cristo, mas mostrava-lhes como imitá-lo (At 17.1-9; 1 Ts 1.2-10).

2. Paulo, o discipulador. O apóstolo dos gentios foi um discipulador distinto. Após a sua conversão, ele sentiu a necessidade de conhecer a Cristo mais profundamente (Gl 1.15-17). Paulo sabia do desafio ao defender o nome de Jesus diante dos judeus. Ao longo de suas cartas, vemos um compromisso profundo com a doutrina exposta e a sua aplicabilidade na vida do discípulo. Há doutrina no discipulado, mas há também prática coerente com a doutrina. Isso faz com que o discípulo cresça e chegue à maturidade. Conhecer de maneira teórica apenas, não basta. Para isso, a formação cristã deve apresentar uma integração entre doutrina e prática.

3. A metodologia de Paulo para o discipulado. O primeiro passo para o discipulado de Paulo era pregar o Evangelho e, pelo poder do Espirito Santo, convencer as pessoas acerca de Cristo. Então, a partir dos primeiros convertidos, ele plantava uma igreja na Ao plantá-la, o apóstolo ficava ali o tempo suficiente para firmar os passos dos novos convertidos. Como seu ministério envolvia itinerância, ele não ficava muito tempo no mesmo lugar e, logo, deixava ou enviava alguém experimentado na fé continuidade ao discipulado dos novos para dar convertidos (At 13.1-4; 15.39,40). Em seu ministério, vemos discípulos especiais que ajudaram muito o trabalho de Paulo: Timóteo, Tito, Silas, Lídia, Áquila e Priscila e outros mais (At 15.40; 16.1). Além de fortalecer a fé dos novos convertidos, o apóstolo mantinha uma relação de comunhão e amizade com eles e seus cooperadores. Uma lição importante, aqui, é destacar que a obra do discipulado envolve pessoas que sejam crentes de verdade, idôneas, que amem o Senhor e sua Igreja, ao ponto de se doar inteiramente em favor de um novo convertido.

SÍNTESE DO TÓPICO I

O apóstolo Paulo foi discipulador com um método de, primeiramente, pregar e, em seguida, ensinar de maneira mais sistematizada.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

A aula sempre é um ponto de encontro entre o professor e o aluno. Ou melhor, deve ser entre mestre e Segundo a Bíblia, vemos claramente que a relação entre Jesus e os discípulos, bem como dos apóstolos com os discípulos, era de mestre e discípulo. O mestre aplica o que ensina na própria vida, ou seja, ele ensina pelo exemplo. Já o discípulo deseja imitar o que aprendeu, aplicando o ensino na vida concreta. Não esqueça de que o objetivo da Escola Dominical é gerar imitadores de Cristo. Conscientize a classe a respeito disso.

II- O DISCIPULADO E A MISSÃO INTEGRAL DE PREGAR E ENSINAR

1. A pregação: o ponto de partida. Pregar o Evangelho é o meio que o Espírito Santo leva pessoas à salvação. É preciso pregá-lo com seriedade, intensidade e ousadia. A Igreja de Cristo se expandiu assim. Ela tinha como ponto de partida a tarefa que Jesus deixou aos seus discípulos, como vimos anteriormente. Nada pode substituir a dimensão proclamatória da Igreja. Para isso, ela foi revestida do poder do Espírito Santo para cumprir a missão (At 1.4-8). Quando os discípulos foram cheios do Espírito Santo no cenáculo em Jerusalém, a igreja se espalhou por todo o mundo. Assim, os discípulos de Cristo plantaram igrejas nas casas, nas aldeias, nas cidades. E a Igreja se multiplicava dia após dia (At 2.47).

2. O Ensino: “fazer discípulos”. discipulado começa quando pessoas aceitam a Jesus como Salvador de suas vidas. Logo, a conversão a Cristo é a semente da Igreja. Quando cuidada pelos discipuladores, essa semente germina e dá frutos. Não foi assim que aconteceu no dia de Pentecostes? Pedro se levantou dentre as 120 pessoas cheias do Espírito Santo e começou a pregar com autoridade sobre quem era Jesus (At 2.14-35). Resultado: quase três mil pessoas se converteram (At 2.41). E agora? O que fazer? Ensinar, ensinar e ensinar. Os apóstolos entenderam que deviam discipular esses recém-convertidos com a doutrina que receberam de Cristo (At 2.42-47). Ao longo do seu ministério, o apóstolo observou rigorosamente esse principio e o aplicava nas vidas das pessoas que ele alcançava.

3. Pregação e ensino. A igreja local é um lugar onde a Palavra de Deus deve ser proclamada com autoridade, em que pessoas sejam atraídas pelo Espirito Santo a Cristo. Mas a igreja também é um local de formação por meio do ensino da Bíblia. Por isso que as reuniões de Escola Dominical e os cultos de ensino da Palavra são instrumentos importantes para forjar o caráter cristão e formar pessoas (crianças, adolescentes, jovens e adultos) que imitem a Cristo em suas vidas. Essa é uma das nobres missões da Igreja de Cristo,

SÍNTESE DO TÓPICO II

O discipulado compreende a missão de pregar o Evangelho e ensina-lo como caráter formativo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O ministério da igreja inclui equipar um grupo de pessoas que vivem em mútua comunhão, capacitando as a crescer até formarem uma entidade morosa, equilibrada e madura. Paulo diz claramente em Efésios A 11-16 que equipagem dos santos para o serviço compassivo em nome de Cristo deve acontecer numa comunidade. O cresci- mento espiritual e o contexto em que ele ocorre de modo mais eficaz não surgem por mera coincidência. O amadurecer do crente não poderá acontecer fora da comunidade da fé. O discipulado não possui nenhum outro contexto que não seja a igreja de Jesus Cristo, porque não se pode seguir fielmente a Jesus à parte de uma participação cada vez mais madura com outros crentes na vida e no ministério de Cristo (KLAUS, Byron D. A Missão da Igreja. 19.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p. 603).

III- O DISCIPULADO COM PESSOAS DE OUTRAS CULTURAS

1. A pregação para os seus irmãos. No livro de Atos, percebemos que a pregação dos apóstolos era primeiramente direcionada aos judeus. Eles pregavam no Templo, nas sinagogas e os judeus recebiam a Palavra, outros, porém, a rejeitavam (3.1-10; 6.9: 7.51-53). Os apóstolos desejavam que seus irmãos recebessem a Palavra da Verdade. Entre tanto, o desafio diante da Lei de Moisés com o fenômeno da conversão entre os gentios se revelaria complexo, conforme nos mostra a questão cultural entre os judeus hebreus e helênicos (At 6.1-6). o derramamento do Espirito na casa de Cornélio (At 10.44-48) e a concilio de Jerusalém (Ar 15). O Evangelho entre os gentios trouxe um grande desafio para a igreja que crescia.

2. A expansão para os gentios. A Igreja não poderia fugir dos gentios. pois alcançá-los era promessa de Cristo registrada em Atos 1.8. Os apóstolos seriam testemunhas de Cristo não só em Jerusalém, mas passariam por Judeia e Samaria para chegar aos confins da terra. Por isso, nosso Senhor levantou um homem tenaz e valente, separado para ser “apóstolo dos gentios” (Ar 9.1-9; 26.14-18). O apóstolo Paulo discipulou pessoas oriundas de diversas culturas e costumes religiosos.

3. O discipulado numa cultura diferente. O ministério do apóstolo Paulo nos mostra que o discipulado é o melhor método para ensinar o Evangelho às pessoas que vêm de culturas diferentes, religiões diversas e costumes, na maioria das vezes, incompatíveis com o Evangelho. Com Paulo, aprendemos que à proporção que absorvemos o Evangelho, nossa forma de pensar é alterada para desejar as coisas mais nobres e fazer o que glorifica a Deus (Fp 4.8.9: Cl 3.2; 1 Co 10.31). Portanto, “não por força, nem por violência, mas peto meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6).

CONHEÇA MAIS

Sobre o discipulado

“Na maioria das igrejas evangélicas, o discipulado è uma prática de acompanhamento e treinamento biblico que se resume aos novos na fé. Porém, o discipulado, como processo de educação cristã, não deve ser resumido a este grupo de novos cristãos. Para ler mais, consulte a obra “O Discipulado Eficaz e o Crescimento da Igreja“, editada pela CPAD, p.31.

SÍNTESE DO TÓPICO III

O discipulado de Pauto se deu entre seus irmãos, judeus, bem como entre os gentios.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O discipulado é mais que uma aula ou um conjunto de lições que transmitem conteúdo doutrinário. Discipulado é um trabalho árduo, longo e, às vezes até sacrificial. E um trabalho de acolhi mento, integração, acompanhamento aconselhamento e orientação espiritual. Nesse Importante ministério, temos Jesus como nosso principal modelo. Além do conteúdo ético e doutrinários acerca do Reino de Deus transmitido. por Jesus, que certamente nos serve de norte nesta questão, Ele destacou que o discipulado precisa enfocar es relacionamentos. Nos evangelhos, aprendemos que Jesus mantinha uma excelente organização em seus níveis de relacionamento: em primeiro lugar a multidão (Lc 5.1; 6.17; 7.12); em segundo lugar, os discípulos (Lc 6.1,17); e, terceiro lugar, os apóstolos (Lc 6.13); e, por último, os três mais próximos dentre os apóstolos (Mc 14.32; 33; Lc 9.28). Os apóstolos de Jesus também foram discípulos, pois eles aprendiam vendo, ouvindo e imitando o Mestre. É preciso lembrar que todos os após- os discípulos eram apóstolos” (SILVA, Rayfran Batista da. O Discipulado Eficaz e o Crescimento da Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, p.27).

CONCLUSÃO

O discipulado leva em conta a pregação e o ensinamento. Ele nos apresenta um desafio grande para interagir com pessoas oriundas de culturas completamente opostas às nossas. Aqui, temos a promessa do Espírito Santo para apresentar o Evangelho com sabedoria e poder. Ele nos usa como instrumento e convence o ser humano de seu real estado.

PARA REFLETIR

A respeito de “Paulo, o Discipulador de Vidas”, responda:

• Em que se baseava o princípio do discipulado na Igreja Primitiva? O princípio do discipulado na igreja primitiva baseava-se na ordem da Grande Comissão que Jesus deu aos discípulos por ocasião de seu aparecimento e despedida (Mt 28.19,20).

• O que vemos ao longo das cartas de Paulo? Ao longo das cartas de Paulo, vemos um compromisso profundo com doutrina exposta e a sua aplicabilidade na vida do discípulo.

• Qual é o meio que o Espírito Santo leva pessoas à salvação? Pregar o Evangelho.

• Quando o discipulado começa? O discipulado começa quando pessoas aceitam a Jesus como Salvador suas vidas.

• O que o ministério do apóstolo Paulo nos mostra acerca do discipulado? O ministério do apóstolo Paulo nos mostra que o discipulado é o melhor método para ensinar o Evangelho às pessoas que vêm de culturas diferentes, religiões diversas e costumes na maioria das vezes incompatíveis com o Evangelho.

Lição 09: Paulo e sua Dedicação aos Vocacionados 

Texto Áureo

“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre o que o Espirito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue” (At 20.28)

Verdade Prática

No Reino de Deus, a liderança mais antiga zela pelas lideranças mais novas. Os jovens vocacionados precisam de cuidado e zelo

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 10.7; Jo 21.15-17 O imperativo de Cristo como ponto de partida
Terça – Gl 1.6; Rm 1.16 A vocação pastoral difere da vocação para a salvação
Quarta – Ef 4.11,12 O Senhor chama e ordena os vocacionados
Quinta – At 20.24; Is 6,8-10 A vocação implica uma impulsão interior
Sexta – 1 Sm 3.9 O vocacionado deve estar atento à voz do Senhor
Sábado – Ef 1.17,18 Sabedoria, revelação e iluminação na vida do vocacionado

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 20.17-34

17- De de Mileto mandou a Éfeso, a chamar os anciãos da igreja.
18- E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós,
19- Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;
20- Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas,
21- Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.
22- E agora, eis que, ligado eu pelo espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer,
23- Senão o que o Espírito Santo de cidade em cidade me revela, dizendo que me esperam prisões e tribulações.
24- Mas de nada faço questão, nem tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.
25- E agora, na verdade, sei que todos vós, por quem passei pregando o reino de Deus, não vereis mais o meu rosto.
26- Portanto, no dia de hoje, vos protesto que estou limpo do sangue de todos.
27- Porque nunca deixei de vos anunciar todo o conselho de Deus.
28- Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.
29- Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho;
30- E que de entre vós mesmos se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos após si.
31- Portanto, vigiai, lembrando-vos de que durante três anos, não cessei, noite e dia, de admoestar com lágrimas a cada um de vós.
32- Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados.
33- De ninguém cobicei a prata, nem o ouro, nem a vestes.
34- Vós mesmos sabeis que, para o que me era necessário, a mim e aos que estão comigo, estas mãos me serviram.

HINOS SUGERIDOS: 52, 126, 193 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Afirmar o papel cuidador da liderança mais antiga acerca da mais jovem.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Apontar é fixo como ponto de partida do aprendizado dos vocacionados;
Assinalar ou legado doutrinário de Paulo para os novos líderes;
Enfatizar o apelo de Paulo aos líderes.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Uma das lições mais extraordinárias no ministério de Paulo é o seu investimento pessoal em formar novos obreiros. O apóstolo sabia que ele passaria brevemente, mas a Igreja permaneceria. Ele tinha uma consciência histórica a respeito da obra divina. Essa obra não terminaria nele, pelo contrário, avançaria até a volta de Jesus. É muito significativo conscientizar-se de que o Reino de Deus é muito maior do que qualquer interesse humano. A obra de evangelização e discipulado não pode parar por falta de novos obreiros. O Senhor chama as antigas lideranças para cuidar das mais novas, pois “grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara” (Lc 10.2).

INTRODUÇÃO

Nesta lição, vamos estudar sobre o grande legado do apóstolo Paulo para os obreiros da atualidade. Sua maneira de ensinar os novos vocacionados, seu legado doutrinário para novos obreiros e seus apelos aos líderes para do rebanho de Deus. Temos muito o que aprender com a vida e o ministério do apóstolo dos gentios. Que o Espírito Santo fale aos nossos corações!

PONTO CENTRAL: A Liderança mais antiga deve cuidar das mais novas

I- ÉFESO, O PONTO DE APRENDIZADO DOS VOCACIONADOS

1. O ponto de partida. Em lição anterior, vimos que Antioquia foi o lugar de desenvolvimento vocacional do apóstolo Paulo (At 13.1). Em Éfeso, o apóstolo permaneceu mais tempo e, por isso, dali surgiu um local estratégico para formar novos discípulos. Assim, preparar seus colaboradores vocacionados para atuar nas igrejas da Ásia era uma tarefa importante, pois o ministério de Paulo já estava mais independente dos apóstolos de Jerusalém, embora não perdesse a comunhão com a igreja mãe. Logo, sem uma boa preparação dos novos lideres, a obra de Deus não pode ser feita com eficácia. E preciso cuidar das novas vocações.

2. Paulo e o despertamento de novas vocações. O ministério de Paulo tomou uma proporção muito ampla Era um ministério internacional. Para levar as Boas-Novas aos centros culturais do mundo, ele não podia atuar sozinho. Por isso, o apóstolo arregimentou e investiu em pessoas que o auxiliassem a levar o Evangelho. Podemos citar nomes como os de Timóteo, Sópatro, Segundo, Trófimo (At 20.4), Tiquico (Ef 6.21,22: Cl 4.7:2 Tm 4.12; Tt 3.12), Tito, Aristarco (CL 4.10), Filemom, Gaio e tantos outros Essas pessoas recebiam ensinos direta mente de Paulo, ou seja, o ministério do apóstolo despertava novas vocações

3. Paulo, um mestre inspirado. O apóstolo Paulo aproveitou a boa vontade de seus “filhos na fé” para aprendizado no Evangelho. Nesse ser tido, ele tornou-se um mestre inspirado para os que o ouviam (2 Co 2.12.13.17; 1 Co 4.17: 7.40; Gl 1.8,9), pois o após tolo recebera revelações do próprio Senhor (Gl 1.12). Assim, Paulo reunia vocacionados para dar-lhes instruções de como pastorear a igreja local. Não por acaso, temos três epistolas paulinas denominadas de “cartas pastorais” (1 e 2 Timóteo, Tito). Ali, há instruções sobre como pastorear uma igreja, falar com diversas pessoas da igreja local, segundo suas faixas etárias. A constituição e a preparação de novos líderes era um cuidado constante do apóstolo, Esse deve ser o nosso cuidado também, pois a estabilidade ministerial da igreja local depende disso.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Éfeso foi um ponto de partida para o despertamento de novos vocacionados.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Tenha um olhar atento para que tipo de atenção o aluno tem. Temos pelo menos três tipos: a espontânea. a passiva e a voluntária. A espontânea tem a ver com a reação natural em relação aos nossos sentidos como, por exemplo, um susto; a passiva, tem a ver com a reação diante de um objeto em direção ao individuo; a voluntária é a que o individuo executa por consciência e vontade própria. A classe da Escola Dominical pode ajudar ao aluno a desenvolver essa atenção voluntária tão importante para qualquer área da vida. Para obedecer a Cristo é preciso estar voluntariamente atento aos seus ensinos. Pense em estratégias que resultem no maior envolvimento voluntário do aluno com o conteúdo da lição.

II- O LEGADO DOUTRINARIO DE PAULO PARA OS NOVOS LÍDERES

1. A advertência de Paulo a respeito dos judaizantes e dos gnósticosa) Quem eram os judaizantes? Duran te o ministério de Paulo, muitos judeus acolheram a mensagem apostólica e tornaram-se cristãos, mas nem todos aceitavam a liberdade crista dos gentios. Por isso, alguns deles torceram o ensino do apóstolo, afirmando que a salvação dos gentios dependia da observância da Lei Mosaica. Assim, exigiam que os gentios convertidos observassem a Lei, tais como alguns aspectos: a prática da circuncisão, a guarda do sábado judaico a observância dos ritos que envolviam datas e comidas. Parecia que a graça de Deus não era mais suficiente. Contra isso, Paulo se levantou corajosamente (GL1.6-9). E o legado que ele nos deixou foi a defesa intransigente quanto à natureza graciosa da salvação. Disso, nenhum líder cristão pode abrir mão: a Salvação é por graça e não por mérito humano.

b) Quem eram os gnósticos? Havia cristãos adeptos do gnosticismo. Eles acrescentavam elementos filosóficos à fé crista que corrompiam a sã doutrina. Era uma filosofia prejudicial ao evangelho que Paulo ensinou. Os gnósticos se consideravam mais espirituais que os demais. Para eles, o espirito era mais importante que o corpo, e ensinavam que o corpo é matéria imprestável. Da implicação desse ensino resultava a banalização da graça de Deus. Uma graça que não requer arrependimento, santidade e disciplinas espirituais não é graça verdadeira. O apóstolo Paulo refuta esse falso evangelho, dizendo: “E a mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espirito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). Seu legado para nós no século XXI: não banalize a maravilhosa graça de Deus.

2. O compromisso de Paulo com o Senhor (At 20.19). O apóstolo não se preocupava apenas em lidar com os falsos ensinos que deturpavam a fé cristã. Ele preocupava-se em viver de maneira coerente com o que ensinava Por isso, sua vida era sem ostentação, pois desejava refletir a humildade de Cristo (At 20.18). Em sua despedida dos obreiros de Éfeso, o apóstolo pro- curou deixar um testemunho de amor ao Senhor e à sua Igreja. Nesse senti- do, aprendemos com Paulo que não podemos pensar numa coisa, desejar e executar outra. Agir assim é viver numa profunda incoerência e confusão espiritual. É preciso pregar os ensinos de Cristo e refleti-los tanto na vida privada quanto na pública.

SÍNTESE DO TÓPICO II

A advertência de Paulo a respeito dos judaizantes e dos gnósticos revela compromisso com o Senhor, maior legado do apóstolo às novas gerações.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Judaizantes

Um termo extra biblico designado aqueles que agiram como judeus e/ou buscavam assim influenciar outros baseado na acusação de Paulo de que a atitude de Pedro forçaria os gentios judaizarem-se (Gl 2:14). Os comentários referem-se a homens como judaizantes que buscavam importa a circuncisão judaica e outros legalismos sobre as gentios como, por exemple, os falsos irmãos que queriam levar toda a igreja para a escravidão da al vos aqueles que ensinavam: vos não circuncidardes… não podeis salvar-vos (At 15.1), Paulo atacou os Judaizantes na Galácia que obrigavam os homens a se circuncidar (Gl 6:17)

Gnosticismo

[…] Atualmente se aceita que o movimento surgiu em um ambiente judaico-cristão. Isto não nega a presença de prováveis elemento pré-cristãos no gnosticismo. [It evidente que o movimento teve inicio em um ambiente hebraico-cristão [-] [Os gnósticos Acreditavam em uma divindade transcendente indescritível que é puramente espirito (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD 2006, pp.871, 1103).

III- PAULO APELA AOS LÍDERES

1. Sobre o desprendimento de obreiro para realizar a obra de Deus (At 20.24). O apóstolo fala sobre b desapego material na vida do obreiro O versículo 24 mostra que Paulo tinha o coração livre da avareza e da ganancia Sua vida mostra que o desprendimento das coisas materiais e plena depender cia em Deus são características inegociáveis na vida do obreiro cristão podemos nos perder ministerialmente por causa da avareza e da ganância. Lembremos do exemplo de Paulo que procurava não ser “pesado” as igrejas que pastoreava e visitava (2 Ts 3.8).

2. Sobre o cuidado pessoal do obreiro (At 20.28). Paulo tinha uma liderança exemplar diante das pessoas, mas ele sabia que isso não bastava. Por isso, no versículo 28, ele diz: “Olhai, pois, por vós mesmos”. Assim, aconselhou os obreiros que olhassem para si mesmos. As vezes na caminhada ministerial, mens. Entretanto, a experiência nos ensina que não somos intocáveis pelas circunstâncias externas. É preciso cuidar do corpo, da alma e do espirito. Assim, antes de cuidar do rebanho de Deus, o obreiro deve zelar pela sua saúde física, emocional e espiritual. Portanto, devemos cuidar de nós mesmos para cuidar do povo de Deus.

3. Sobre a ameaça de “lobos cruéis” no rebanho de Deus (At 20.29,30). A metáfora dos “lobos cruéis” se refere aos falsos mestres que incutiam doutrinas estranhas na mente dos incautos. Esses lobos eram predadores espirituais do rebanho de Deus, destituídos de misericórdia e amor. Nesse sentido, o apóstolo convoca os obreiros a terem o compromisso de cuidar de cada ovelha do rebanho, ensinando-a e protegendo -a. Portanto, estejamos atentos contra os predadores que atacam o rebanho do Senhor. Precisamos desempenhar.com fidelidade, o nosso papel de guardiões e protetores do rebanho de Deus.

SÍNTESE DO TÓPICO III

O apóstolo Paulo apela para que os obreiros tenham desprendimento material, cuidado espiritual e prudência para fazer a obra de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Frequentemente, sentimos que a vida é um fracasso, a menos que estejamos alcançando o reconhecimento, a diversão, o dinheiro e o sucesso. Mas Paulo considerava que sua vida não teria valor se ele não usasse para a obra de Deus. O que ele acrescentou à vida era muito mais importante do que aquilo que havia ganho dela. O que é mais importante para você o que ganha da vida ou o que você acrescenta a ela? Disposição é uma qualidade necessária a qualquer pessoa que deseje fazer a obra de Deus. Paulo era uma pessoa disposta, e a mete mais importante de sua vida era falar aos outros a respeito de Cristo. Não é de admirar que Paulo tenha sido o maior missionário cristão. Deus procura outros homens e outras mulheres que priorizem a grande tarefa que Ele lhe deu para fazer” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p. 1533).

CONCLUSÃO

A vida do apóstolo Paulo deixa um grande legado para os obreiros da atualidade. Sua maneira de despertar novas vocações, sua herança doutrinária para a nova geração de trabalhadores e seu apelo aos obreiros para cuidar do rebanho de Deus são marcos importantes para nortear os ministérios dos vocacionados de Deus. É tempo de desenvolver novas vocações.

PARA REFLETIR

A respeito de “Paulo e sua Dedicação aos Vocacionados”, responda:

• Em que lugar Paulo permaneceu mais tempo em seu ministério? Em Éfeso, o apóstolo permaneceu mais tempo.

• Quais são as epistolas destinadas ao pastoreio de igrejas? Não por acaso, temos três epistolas paulinas denominadas de “cartas pastorais” (1 e 2 Timóteo, Tito).

• O que os judaizantes procuravam exigir dos cristãos gentios? Eles exigiam que os gentios convertidos observassem a lei, tais como: a prática da circuncisão, a guarda do sábado judaico, a observância dos ritos que envolviam datas e comidas.

• Qual era a implicação do ensino dos gnósticos? A implicação desse ensino resultava na banalização da graça de Deus.

• O que Atos 20.24 mostra? Mostra que Paulo tinha o coração livre da avareza e da ganância.

 

Lição 10: Paulo e seu Amor pela Igreja

Texto Áureo

“Porque o amor de Cristo nos constrange ” (2 Co 5.14a)

Verdade Prática

O amor cristão não é o sentimento egoísta, mas o sacrifício dos próprios desejos para o bem dos outros.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Co 4.15 O amor pela igreja como de pai para filho
Terça – Jo 3.16 O amor e sua relação com a fé
Quarta – Ef 1.5 A fé no Senhor e o amor ao próximo
Quinta – Rm 13.10 O amor é o cumprimento da Lei
Sexta – 1 Co 13.13 A fé, o amor e a esperança para a Igreja
Sábado – At 5.41; Tg 1.2; 1 Pe 4.13 A Igreja perseverando com alegria

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Tessalonicenses 1.1-10

1-Paulo, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses, em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo; graça e paz tenhais de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
2-Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações,
3- Lembrando-nos, sem cessar, da obra da vossa fé, do trabalho do amor e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,
4-Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus;
5-Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.
6-E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espirito Santo,
7-De maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia.
8-Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma;
9-Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro.
10-E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.

HINOS SUGERIDOS: 210, 251, 263 da Harpa Crista

OBJETIVO GERAL

Compreender o amor pela Igreja.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos

I- Destacar o amor de Paulo pela Igreja;
II- Relacionar o amor com a fé na Igreja;
III- Elencar as três virtudes na igreja de Tessalônica: fé, amor e esperança.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

É encantador contemplar o amor de Paulo pela Igreja de Cristo. O apóstolo nos ensina que os obreiros devem zelar, cuidar e amar a Igreja. A vida e o ministério de Paulo são um antídoto contra a banalização da Igreja, o Corpo de Cristo. Nesse sentido, somos convidados a amar a Igreja e a demonstrar esse sentimento de maneira concreta. Por isso o apóstolo a defendeu, protegeu e buscou viver na integridade as virtudes do amor, da fé e da esperança nas diversas igrejas por onde passou. Amemos a Igreja de Cristo, amemos a igreja local.

PONTO CENTRAL: Ame a Igreja de Cristo. Ame a sua igreja Local

INTRODUÇÃO

Pelo menos duas caraterísticas marcaram a igreja de Tessalônica: seu amor ao Senhor Jesus e o amor reciproco entre os irmãos. A luz do exemplo dessa igreja, e do sentimento do apóstolo Paulo por ela, o nosso propósito é mostrar que, como segui dores de Jesus e membros de uma igreja local, devemos amá-la e expressar esse amor na comunhão dos santos.

1- O AMOR DE PAULO PELA IGREJA

1. O Amor como o de um pai para um filho. A Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses atesta o amor do apóstolo pelos membros dessa igreja (1.2.3). Esse sentimento não se deu apenas pela igreja de Tessalônica, mas por todas as que Paulo plantou no mundo gentílico. Trata-se de um amor como o de um pai para um filho. Veja o que o apóstolo diz a respeito dos coríntios: “Porque, ainda que vocês tivessem milhares de instrutores em Cristo, não teriam muitos pais, pois eu gerei vocês em Cristo Jesus, pelo evangelho” (1 Co 4.15-NAA). Uma declaração que revela o amor de um “pai espiritual” pelos seus “filhos espirituais”.

2. O amor motivado pelo modo de viver o Evangelho. Um dos elogios de Paulo aos tessalonicenses foi a respeito do modo como eles receberam a Palavra e sua prática em coerência com o ensino recebido. Os cristãos de Tessalônica eram o objeto de amor do apóstolo, pois, neles, ele via o fruto do seu ministério. Os versículos 5-10 da nossa leitura bíblica em classe mostram a indizível alegria de Paulo ao constata a expressão do amor de Deus na vida da igreja. Essa igreja era formada por pessoas que abandonaram a crença em ídolos e, pela fé, abraçaram o Evangelho. Logo, o Evangelho não é s discurso, mas implica práticas convictas Essa disposição dos tessalonicense tocava o coração do apóstolo (v.6).

3. O amor deve nortear a nossa vida na igreja local. Num tempo em que muitos vivem de criticar a igreja loca é hora de demonstrar amor pela igreja em que congregamos. Esse é o lugar que Deus nos plantou. O lugar onde servimos a Ele, compartilhamos a comunhão com outros irmãos e realizamos a sua obra. O amor de Paulo pela Igreja tocar o nosso coração e, assim, sermos encorajados a manifestá-lo na igreja local em que congregamos.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Ame a sua Igreja

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

O amor pela Igreja de Cristo e, especificamente, pela igreja local, é o exemplo precioso do apóstolo para nós. A partir desse entendimento, comece a lição fazendo as seguintes perguntas aos alunos: O que é a Igreja? Como me relaciono com ela? Tenho uma relação positiva com a igreja? Essas perguntas nortearão o desenvolvimento da aula, de modo que você pode contribuir em sala com um ambiente que promova o amor pela igreja por intermédio da vida de seus alunos. Procure alguns fatos importantes ao longo da história da Igreja que destaque o amor e traga para a sala de aula.

II- AMOR E FÉ NA IGREJA

1. Amor, uma palavra proeminente nas cartas de Paulo. No ensino de Paulo, Deus manifestou o seu amor salvífica por meio de seu Filho, Jesus Cristo. O apóstolo mostra que a expressão suprema desse amor é a crucificação de Jesus no Calvário, seu doloroso sacrifício. Ele confirma isso ao escrever aos Romanos: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nos ainda pecadores” (Rm 5.8) Entretanto, é preciso que o ser humano responda esse amor, cuja reciprocidade se da nos seguintes termos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). É preciso crer para responder a esse amor.

2. A fé e o amor no ensino de Paulo. O apóstolo nos diz que o amor é a fonte da justiça de Deus imputada ao pecador, concedida pela graça por meio da fé. Assim, fé e amor têm uma correlação inigualável. Aos efésios, Paulo escreveu “Pelo que, ouvindo eu também até que entre vós há no Senhor Jesus e o vosso amor para com todos os santos (Ef 1.15). Em 2 Tessalonicenses, ele ar remata: “Sempre devemos, irmãos, dar Graças a Deus por vós, como é de razão. porque a vossa fé cresce muitíssimo, e o amor de cada um de vós aumenta de uns para com os outros” (2 Ts 1.3). Portanto, segundo o ensino do apóstolo, há uma correlação necessária entre a fé em Cristo e o amor entre os irmãos. Logo, na fé crista, o único débito que temos como crentes em Jesus é o amor reciproco para com os outros. Esse amor deve ser demonstrado na igreja local.

3. A dimensão prática do amor na igreja. No ministério de Paulo, o amor tem um caráter prático. E, de acordo com o ensino do nosso Senhor, principalmente conforme apresentado na Parábola do Bom Samaritano (Lc 10.25-37), o amor se manifesta na atitude concreta em relação ao outro. Num contexto em que nos acostumamos a denominar o amo como algo abstrato, é preciso mostra-la de maneira concreta no ambiente da igreja local: pastorear com fidelidade os crentes, suprir a necessidade de quem precisa, visitar os irmãos em suas enfermidades, orar uns pelos outros e tudo quanto se apresentar como oportunidade de amar (Rm 13.10).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O amor e a fé aparecem nas cartas de Paulo como virtudes complementares.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“No capítulo 13 de 1 Corintios, Paulo mostra que o amor é mais importante do que todos os dons espirituais exercitados na Igreja. Grande fé, atos de declaração ou sacrifício e poder de realizar milagres têm poucos efeitos se estiverem desprovidos de amor. O amor faz com que as nossas ações e dons sejam úteis. Embora as pessoas tenham diferentes dons, o amor está disponível a todos. Nossa sociedade confunde o amor e a luxúria. Ao contrário da luxúria, o amor é dirigido exteriormente, as outras pessoas, e não interiormente, a nós mesmos. É totalmente desinteressado. Esse tipo de amor é contrário ás nossas inclinações naturais. É impossível ter esse amor a menos que Deus nos ajude a colocar nossos próprios desejos naturais de lado, de forma que possamos amar e não esperar nada em troca. Desse modo, quanto mais nos tornamos semelhantes a Cristo, mais amor mostraremos para com os outros (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, p.1602).

III- AS TRES VIRTUDES NA IGREJA DE TESSALONICA: FE, AMOR E ESPERANÇA

1. As três virtudes teologais (1 Ts 1.3). Veja o que o apóstolo diz em sua oração: “Lembrando-nos, sem cessar. da obra da vossa fé, do trabalho do amor e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai” (1 Ts 1.3 – Grifos nosso). Aos coríntios Paulo escreveu: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; mas o maior destes é o amor” (1 Co 13.13). Assim, as três virtudes que formam uma tríade especial nos ensinos de Paulo são a fé, o amor e a esperança. Tais virtudes devem participar da vida da igreja local.

2. A virtude da fé. A primeira virtude é a fé. Na Carta aos Tessalonicenses, a fé se refere ao efeito prático que o apóstolo denomina de “obra da fé”. Essa obra estava presente na igreja dos tessalonicenses e Paulo sentia-se grato a Deus por isso. Assim, somos encorajados a produzir frutos na igreja local como reflexo da nossa fé (Tg 2.18).

3. A virtude do amor. Em 1 Tessalonicenses 1.3, o apóstolo fala do “trabalho do amor”. Ora, o que podemos entender por isso? Havia um senso coletivo nos Tessalonicenses de que os seguidores de Jesus deveriam trabalhar motivados pelo amor ao nosso Senhor. O “trabalho do amor” era algo muito concreto. Em Tessalônica não existia doutrina destituída de amor. Estamos diante de uma igreja doutrinária e cheia de amor prático.

4. A virtude da esperança. O apóstolo usa também a expressão “paciência da esperança”. A palavra “paciência” tem o sentido de resistência e perseverança. A ideia sugere uma “perseverança da esperança”. O que Paulo tinha em mente ao usar a expressão “paciência da esperança” era o sofrimento dos tessalonicenses com a perseguição que estavam suportando por amor a Cristo. E eles se comportavam assim com a alegria do Espírito Santo. O exemplo da igreja de Tessalônica nos ensina que a esperança cristã traz alegria ao coração de quem está suportando grandes tribulações e adversidades por amor a Cristo. Isso tocou o coração do apóstolo. E deve também tocar o nosso, encorajando-nos a perseverar alegremente na fé e no cuidado de Deus (At 5.41. Tg 1.2: 1 Pe 4.13).

CONHEÇA MAIS

*Sobre o amor

“[1 Corintios] 13.4-7 O Amor. Essa seção descreve o amor divino através de nós como atividade e comportamento, e não apenas como sentimento ou motivação interior. Os vários aspectos do amor, neste trecho, caracterizam Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Sendo assim, todo crente deve esforçar-se para crescer nesse 11 tipo de amor.” Para ler mais, consulte a “Bíblia de Estudo Pentecostal“, editada pela CPAD, p.1759.

SÍNTESE DO TÓPICO III

Três virtudes mencionadas por Paulo: fé, amor e esperança.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Paulo visitou Tessalônica durante sua segunda e terceira viagens missione rias. Esta cidade era um centro comercial portuário, e estava localizada na Via Egnatio, que era uma movimentada estrada nacional. É provável que o apóstolo tenha escrito as duas cartas aos Tessalonicenses enquanto esteve em Corinto. O evangelho veio em poder aos Tessalonicenses e teve um efeito poderoso na vida dos crentes (1 Ts 1.5) Sempre que a Bíblia é ouvida e obedecida, vidas são transformadas. O cristianismo é mais do que uma coleção de fatos importantes; é o poder de Deus para todo aquele que cré. O que o poder de Deus tem feito em sua vida desde o momento em que você creu no Senhor pela primeira vez?” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 1685,86).

CONCLUSÃO

Esta lição nos ensina que devemos amar a igreja em que congregamos. Esse era o sentimento do apóstolo pela igreja de Tessalônica. Seu coração se alegrava pela fidelidade e lealdade dos tessalonicenses aos ensinos de Cristo. A igreja local é a forma visível da Igreja de Cristo, por isso devemos amá-la.

PARA REFLETIR

A respeito de “Paulo e seu Amor pela Igreja”, responda:

• O que a Primeira Carta de Paulo aos tessalonicenses atesta? A primeira carta de Paulo aos Tessalonicenses atesta o amor do apóstolo pelos membros dessa igreja (1.2,3).

• Qual elogio Paulo fazia aos tessalonicenses? Um dos elogios de Paulo aos tessalonicenses era a respeito do modo como eles receberam a Palavra e sua prática em coerência com o ensino recebido

• O que o apóstolo mostra como expressão suprema do amor? O apóstolo mostra que a expressão suprema desse amor é a crucificação de Jesus no Calvário, seu doloroso sacrifício.

• O que há entre a fé e o amor no ensino de Paulo? Uma correlação inigualável

• Quais as três virtudes que formam uma tríade especial nos ensinos de Paulo? Fé, amor e esperança.

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38

SOBRE O AUTOR:
Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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