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Sermão para Santa ceia: Vivendo para a Glória de Deus

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Texto base: 1 Coríntios 1:10-17,31

10 Irmãos, suplico-lhes em nome de nosso Senhor Jesus Cristo que vivam em harmonia uns com os outros e ponham fim às divisões entre vocês. Antes, tenham o mesmo parecer, unidos em pensamento e propósito.

11 Pois alguns membros da família de Cloe me informaram dos desentendimentos entre vocês, meus irmãos.

12 Refiro-me ao fato de alguns dizerem: “Eu sigo Paulo”, enquanto outros afirmam: “Eu sigo Apolo”, ou “Eu sigo Pedro”, ou ainda, “Eu sigo Cristo”.

13 Acaso Cristo foi dividido? Será que eu, Paulo, fui crucificado em favor de vocês? Alguém foi batizado em nome de Paulo?

14 Graças a Deus, não batizei nenhum de vocês, exceto Crispo e Gaio,

15 de modo que ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome.

16 Sim, também batizei a família de Estéfanas, mas não me lembro de ter batizado mais ninguém.

17 Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar as boas-novas, e não com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não perca seu poder.

31 Portanto, como dizem as Escrituras: “Quem quiser orgulhar-se, orgulhe-se somente no Senhor”

Introdução:

Você já parou para pensar no quanto a divisão tem afetado nossa sociedade? Basta ligar a TV ou navegar pelas redes sociais para perceber como as pessoas têm se agrupado em partidos, times e facções, defendendo suas ideias com unhas e dentes, muitas vezes de forma agressiva e desrespeitosa.

Infelizmente, essa mentalidade divisiva não tem ficado apenas no mundo secular. Ela também tem penetrado na igreja, causando desentendimentos, brigas e até mesmo rupturas entre irmãos. Quantas vezes já vimos congregações se dividindo por causa de diferenças de opinião sobre assuntos secundários, ou líderes competindo entre si por prestígio e influência?

Mas será que é isso que Deus deseja para Seu povo? Será que a igreja deve espelhar as divisões e conflitos do mundo, ou deve ser um exemplo de unidade e amor? O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, nos chama a uma vida diferente – uma vida dedicada inteiramente à glória de Deus, livre de partidarismo e divisões.

Naquela época, a igreja de Corinto estava enfrentando sérios problemas de desunião. Os crentes estavam se dividindo em grupos, cada um seguindo um líder diferente – Paulo, Apolo ou Pedro. Eles estavam mais preocupados em defender seus partidos do que em glorificar a Cristo.

Essa situação não é muito diferente do que vemos hoje em muitas igrejas. Quantas vezes nos apegamos mais a rótulos e tradições do que ao evangelho? Quantas vezes nos fechamos em nossos grupinhos, olhando com desconfiança para aqueles que são diferentes de nós?

Mas Paulo nos lembra que, como cristãos, fomos chamados a uma unidade que transcende todas as barreiras humanas. Em Cristo, não há judeu nem grego, escravo nem livre, homem nem mulher (Gálatas 3:28). Somos todos um só corpo, unidos pela fé no mesmo Salvador.

Vamos explorar 4 princípios de 1 Coríntios 1 sobre como viver para a glória de Deus.

Parte 01 – Quebrando Barreiras (v.10-12)

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 1:10-12, faz um apelo sincero pela unidade da igreja em nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Ele clama para que não haja divisões entre os irmãos, mas que todos estejam unidos no mesmo pensamento e parecer. 

Vejamos o que ele diz: 10 Irmãos, suplico-lhes em nome de nosso Senhor Jesus Cristo que vivam em harmonia uns com os outros e ponham fim às divisões entre vocês. Antes, tenham o mesmo parecer, unidos em pensamento e propósito. 11 Pois alguns membros da família de Cloe me informaram dos desentendimentos entre vocês, meus irmãos.12 Refiro-me ao fato de alguns dizerem: “Eu sigo Paulo”, enquanto outros afirmam: “Eu sigo Apolo”, ou “Eu sigo Pedro”, ou ainda, “Eu sigo Cristo”.

Essa passagem nos lembra que apesar de sermos instruídos na Bíblia a andar em submissão as autoridades e participarmos de uma igreja,  nossa identidade primária deve ser como seguidores de Cristo, acima de qualquer lealdade a líderes humanos ou denominações. Como Paulo declara em Gálatas 3:28, “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; pois todos vós sois um em Cristo Jesus”. Somos chamados a nos unir sob a bandeira de Cristo, não de homens.

Quebrar as barreiras que nos dividem requer uma dose saudável de atitudes de humildade. Devemos estar dispostos a colocar as preferências e opiniões pessoais de lado em prol da unidade do corpo de Cristo. Como uma orquestra com muitos instrumentos diferentes, a beleza da igreja vem de sua diversidade harmonizada em adoração ao Maestro.

A história de Pedro e Cornélio em Atos 10 é um momento marcante que ilustra como Deus quebrou barreiras entre judeus e gentios nos primórdios da igreja cristã.

Cornélio era um centurião romano temente a Deus que buscava a verdade espiritual, mesmo sendo gentio. Deus, em sua sabedoria, falou tanto com Cornélio quanto com Pedro para preparar um encontro transformador entre eles.

Pedro, como judeu devoto, tinha preconceitos enraizados contra os gentios. Mas Deus lhe deu uma visão impactante, na qual um lençol cheio de animais impuros descia do céu, com uma voz ordenando que Pedro os matasse e comesse. Apesar de sua resistência inicial, Pedro começou a entender que Deus estava removendo as barreiras rituais que separavam judeus e gentios.

Quando os mensageiros de Cornélio chegaram, o Espírito Santo confirmou a Pedro que ele deveria ir com eles. Ao chegar à casa de Cornélio, Pedro ficou surpreso ao ver muitos gentios reunidos para ouvi-lo, algo incomum naquela época.

Pedro então declarou a revelação que recebeu: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, ele aceita homens de toda nação que o temem e praticam o que é justo”. Ele pregou Jesus a todos ali reunidos.

Enquanto Pedro ainda falava, o Espírito Santo desceu sobre aqueles gentios, surpreendendo os cristãos judeus presentes. Isso confirmou definitivamente que Deus havia aceitado os gentios e derrubado a barreira entre eles e os judeus na igreja.

Portanto, o encontro de Pedro e Cornélio foi um ponto de virada na missão cristã. Demonstrou que o evangelho é para todas as nações e culturas, não apenas para os judeus. Deus usou uma visão poderosa para desafiar os preconceitos de Pedro e levá-lo a aceitar os gentios como irmãos em Cristo, pavimentando o caminho para uma igreja verdadeiramente multicultural e inclusiva.

No livro “Vida em Comunhão”, o autor afirma: “Aquele que ama sua visão de comunidade mais do que a própria comunidade cristã, destruirá qualquer comunhão cristã. […] Aquele que ama a comunidade cristã mais do que a Cristo, não ama a Cristo”.

Portanto, que possamos nos esforçar diariamente para derrubar os muros que nos separam, sejam eles de raça, classe social, estilo de adoração ou teologia secundária. Que o amor de Cristo seja o fundamento inabalável que nos mantém unidos em meio a toda diversidade. Pois, como diz o hino, “nós, embora muitos, formamos um só corpo, e cada membro pertence a todos os outros” (Romanos 12:5).

Parte 02 – Rejeitando o Partidarismo (v.13)

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 1:13, faz uma série de perguntas retóricas poderosas: “Cristo está dividido? Paulo foi crucificado por vocês? Foram batizados em nome de Paulo?v.13”  Essas indagações expõem o absurdo do partidarismo que estava surgindo na igreja de Corinto.

A verdade fundamental é que Cristo não pode ser dividido ou reivindicado por nenhum partido ou facção. Ele é o Senhor único e soberano da igreja, e todos nós pertencemos somente a Ele e sua igreja universalmente constituída. 

Acerca disso Paulo declara em outra carta: “E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:17-18).

Quando nos entregamos a divisões e disputas, estamos, na realidade, tentando dividir a Cristo. É como se estivéssemos tentando arrancar os membros do corpo, declarando que o braço pertence a Paulo, a perna a Apolo e a cabeça a Pedro. Que imagem grotesca e distorcida do corpo de Cristo isso apresenta ao mundo!

O teólogo John Stott comenta sobre essa passagem: “Todos os cristãos têm um só Senhor, e todos são irmãos uns dos outros. Pertencemos a Cristo, não a qualquer líder humano, por mais impressionante que seja sua personalidade, brilhante sua mente ou notável seu ministério”.  

Além disso, fomos batizados em nome de Cristo, não de Paulo, Apolo ou Cefas. O batismo é um símbolo poderoso de nossa união com Cristo em sua morte e ressurreição (Romanos 6:3-4). Ele representa nosso compromisso de seguir e servir somente a Ele. Permitir que lealdades partidárias ofusquem essa dedicação singular é trair nosso chamado mais elevado.

Em última análise, o partidarismo rouba de Cristo a glória que somente a Ele pertence. Quando nos gloriamos em homens e suas realizações, estamos desviando os holofotes dAquele que deve sempre estar no centro do palco. Como João Batista declarou tão eloquentemente: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).

Portanto, que possamos rejeitar firmemente o espírito de partidarismo onde quer que ele levante sua cabeça feia. Que nos recusemos a permitir que lealdades secundárias comprometam nossa devoção a Cristo. E que o mundo veja em nós um povo verdadeiramente unido sob uma só bandeira – a bandeira do Cordeiro que foi morto e ressuscitou para nossa salvação. Somente então receberá Ele a glória que é devida somente ao Seu nome.

Parte 03 – Servindo em Amor (v.14-17)

Vejamos o que diz os versos v.14-17: 14 Graças a Deus, não batizei nenhum de vocês, exceto Crispo e Gaio, 15 de modo que ninguém pode dizer que foi batizado em meu nome.16 Sim, também batizei a família de Estéfanas, mas não me lembro de ter batizado mais ninguém.17 Pois Cristo não me enviou para batizar, mas para anunciar as boas-novas, e não com palavras de sabedoria humana, para que a cruz de Cristo não perca seu poder.31 Portanto, como dizem as Escrituras: “Quem quiser orgulhar-se, orgulhe-se somente no Senhor”

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 1:14-17, expressa sua alegria por não ter batizado muitos em Corinto, para que ninguém pudesse alegar que ele estava criando seguidores para si mesmo. Ele entendeu que seu chamado primordial não era fazer discípulos para si, mas pregar o evangelho de Cristo. A pregação do evangelho de Cristo fundamenta-se numa mensagem de amor sacrificial, amor doador, amor que levou Deus a enviar seu filho para servir a humanidade.

Essa postura de Paulo ilustra um princípio fundamental do serviço cristão: devemos sempre apontar as pessoas para Jesus, não para nós mesmos. Como João Batista declarou tão eloquentemente: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (João 3:30).

Servir em amor significa colocar Cristo no centro, não a nós mesmos ou nossas realizações. É como um guia de museu que, ao apresentar uma obra-prima, busca chamar a atenção para a beleza da pintura, não para sua própria erudição. Nosso papel é ser instrumentos que conduzem outros a contemplar a glória de Cristo.

Uma certa pessoa disse: “Somos lápis nas mãos de um Deus que escreve cartas de amor para o mundo”. Que bela imagem do que significa servir em amor – permitir que Deus use nossas vidas para expressar Seu amor aos outros, sem buscar reconhecimento para nós mesmos.

Portanto, que possamos seguir o exemplo de Paulo e de tantos outros servos fiéis, fazendo do amor a Cristo e aos outros nossa motivação suprema no serviço. Que busquemos humildemente apontar aqueles que servimos para Jesus, sabendo que somente Ele pode verdadeiramente satisfazer os anseios mais profundos do coração humano. Pois, como nos lembra o apóstolo Pedro, “Cada um exerça o dom que recebeu para servir aos outros, administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas” (1 Pedro 4:10).

Parte 04 – Glorificando a Deus em Tudo (v.31)

O apóstolo Paulo, em 1 Coríntios 10:31, nos dá uma diretriz abrangente para a vida cristã: “Portanto, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. Essa passagem nos lembra que glorificar a Deus deve ser nossa motivação suprema em todas as áreas da vida, desde as atividades mais seculares ou comuns até as mais sagradas.

Essa verdade ecoa em outros textos bíblicos, como Colossenses 3:17, que diz: “E tudo o que fizerem, seja em palavra ou em ação, façam-no em nome do Senhor Jesus, dando por meio dele graças a Deus Pai”. Cada momento de nossas vidas é uma oportunidade de refletir a glória de Deus e expressar nossa gratidão a Ele.

O renomado físico Albert Einstein certa vez declarou: “Quero conhecer os pensamentos de Deus; o resto são detalhes”. Querer conhecer os pensamentos de Deus é bem diferente de querer viver para a glória. Como cristãos, nós nunca conseguiremos conhecer todos os pensamentos de Deus, porque Deus é infinitamente maior que nós,  mas podemos pedir sua ajuda para vivermos para Sua glória em cada detalhe de nossas vidas. Essa é a chave para encontrar verdadeira alegria e satisfação.

Portanto, que possamos encarar cada dia da nossa existência como uma tela em branco na qual pintamos para a glória de Deus. Que Deus nos ajude para que nossas palavras sejam pincéis que retratam Sua graça, nossas ações sejam cores vibrantes que expressam Seu amor, e nossos pensamentos sejam traços que esboçam Sua sabedoria. 

Pois, como nos lembra o Catecismo de Westminster, “o fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”.

Conclusão:

Amados irmãos, vimos ao longo desta reflexão como o apóstolo Paulo nos chama 1) a viver de uma forma que glorifique a Deus acima de tudo. 2) Ele nos desafia a quebrar as barreiras que nos dividem, 3) rejeitar o partidarismo que rouba a glória de Cristo e 4)servir uns aos outros em amor, apontando sempre para Jesus.

Imagine por um momento o impacto que uma igreja verdadeiramente unida teria em nosso mundo fragmentado. Seria como uma luz em meio à escuridão, atraindo pessoas de todos os cantos para a luz do evangelho. Seria um testemunho poderoso do amor transformador de Cristo, capaz de curar feridas, restaurar relacionamentos e trazer esperança aos desesperançados.

Mas para que isso se torne realidade, precisamos estar dispostos a viver de forma diferente. Precisamos estar dispostos a nos humilhar, a colocar os interesses dos outros acima dos nossos próprios, a perdoar assim como fomos perdoados. Precisamos estar dispostos a nos despir de nossos rótulos e preferências pessoais, abraçando nossa identidade comum como filhos amados de Deus.

Sei que não é fácil. Vivemos em uma cultura que valoriza o individualismo, a autoafirmação e a busca pelos próprios interesses. Mas como seguidores de Cristo, somos chamados a nadar contra a corrente, a viver de acordo com um padrão mais elevado. E a boa notícia é que não estamos sozinhos nessa jornada. Temos uns aos outros, e acima de tudo, temos a presença constante e capacitadora do Espírito Santo.

Que a partir de hoje, nossas vidas sejam um reflexo cada vez mais nítido dAquele que nos amou e se entregou por nós. E que tudo o que fizermos, seja em palavra ou em ação, façamos para a glória dAquele que é digno de todo louvor, honra e adoração. Amém!

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“Dai, e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos dará; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lucas 6:38

SOBRE O AUTOR:
Josias Moura de Menezes

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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