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Sermão: Servindo a Cristo – As motivações invisíveis do coração

Colossenses 3:23-25

23 O que vocês fizerem façam de todo o coração, como se estivessem servindo o Senhor e não as pessoas. 24 Lembrem que o Senhor lhes dará como recompensa aquilo que ele tem guardado para o seu povo, pois o verdadeiro Senhor que vocês servem é Cristo. 25 E quem faz o mal, seja quem for, pagará pelo mal que faz. Pois, quando Deus julga, ele não faz diferença entre pessoas.

Introdução:

Colossenses 3:23-24 é uma passagem bíblica que nos desafia a repensar nossas motivações como cristãos, a encontrar alegria e satisfação no serviço a Cristo, sabendo que nossa verdadeira recompensa vem do Senhor. Para compreendermos plenamente o significado e a relevância dessa passagem, é importante situá-la dentro do contexto histórico, cultural e teológico em que foi escrita.

A epístola aos Colossenses foi escrita pelo apóstolo Paulo, provavelmente durante seu primeiro encarceramento em Roma, por volta do ano 60 d.C. Paulo escreveu aos colossenses depois de ser informado sobre a situação espiritual daquela igreja através de Epafras, um colossense fundador e dirigente dessa igreja. Colossos era uma cidade da Ásia Menor, localizada no vale do rio Lico, na província romana da Frígia. Era uma cidade de importância comercial e cultural, mas que estava em declínio na época de Paulo.

A igreja de Colossos era formada por cristãos de origem judaica e gentílica, que enfrentavam o desafio de viver sua fé em meio a uma sociedade pluralista e pagã. Além disso, a igreja estava sendo influenciada por falsos mestres que tentavam combinar elementos do judaísmo, do paganismo e da filosofia secular com as doutrinas cristãs, induzindo a um relativismo religioso. Esses falsos mestres ensinavam que Cristo não era suficiente para a salvação, e que era necessário seguir certas regras, rituais e práticas ascéticas para alcançar a plenitude espiritual. Eles também negavam a supremacia e a suficiência de Cristo sobre toda a criação, e afirmavam que existiam seres intermediários entre Deus e os homens, aos quais se deveria prestar culto e obediência.

Diante desse cenário, Paulo escreveu aos colossenses para afirmar a verdadeira identidade e autoridade de Cristo, como o Filho de Deus, o Criador e Sustentador de todas as coisas, o Cabeça da igreja, o Redentor e Reconciliador da humanidade, e o Senhor sobre todos os poderes e principados. Paulo também escreveu para instruir os colossenses sobre as implicações práticas de sua fé em Cristo, exortando-os a viver de maneira digna do evangelho, a renovar suas mentes e seus corações, a se despir do velho homem e se revestir do novo homem, a cultivar virtudes cristãs, a buscar as coisas do alto, e a se relacionar de forma harmoniosa e amorosa com Deus, com a igreja e com a sociedade.

Nesse contexto, Colossenses 3:23-24 se encontra dentro de uma seção que trata das relações sociais dos cristãos, especificamente dos escravos e seus senhores. Paulo orienta os escravos a obedecerem aos seus senhores em tudo, não apenas quando estão sendo vigiados, mas com sinceridade de coração, temendo o Senhor. Paulo também os incentiva a fazerem tudo de todo o coração, como para o Senhor e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança, pois é a Cristo que eles estão servindo.

Essas palavras de Paulo revelam uma mudança radical de perspectiva para os escravos cristãos, que viviam em uma condição de opressão e exploração, sem direitos ou esperança. Paulo lhes dá um novo sentido e propósito para suas vidas, ao lhes mostrar que eles são servos de Cristo, e que seu trabalho tem valor eterno aos olhos de Deus. Paulo lhes dá uma nova motivação e alegria para servirem, ao lhes garantir que eles receberão uma herança celestial, como filhos de Deus. Paulo lhes dá uma nova dignidade e identidade, ao lhes lembrar que eles são cidadãos do Reino de Deus, e que seu Senhor é maior do que qualquer senhor humano. 

Assim como estes servos que entenderam ser valorizados por Deus, e por isso renovaram em seus corações a motivação em servir ao Senhor , somos desafiados a repensar nossas motivações, a não buscar a aprovação ou a recompensa humana, mas a agradar e glorificar a Deus em tudo o que fazemos. Somos encorajados a encontrar satisfação e significado no serviço invisível, sabendo que Deus vê e recompensa o que fazemos em secreto. Somos inspirados a servir com excelência e dedicação, conscientes de que nosso trabalho tem um impacto eterno, e que nossa verdadeira recompensa vem do Senhor.

Em um mundo onde a busca incessante por reconhecimento e recompensas tangíveis muitas vezes ofusca os valores mais profundos da alma, a mensagem bíblica nos convida a uma jornada de redescoberta e transformação. Através das palavras de Paulo aos Colossenses, somos desafiados a repensar nossas motivações como cristãos, a encontrar alegria e satisfação no serviço invisível, sabendo que nossa verdadeira recompensa vem do Senhor. 

Vamos mergulhar nas profundezas das motivações do coração e descobrir o que realmente nos impulsiona a servir a Cristo, explorando a essência do serviço cristão além das aparências, a herança eterna no serviço a Deus, os tesouros celestiais como a verdadeira recompensa do servo fiel, e o legado do serviço secreto que impacta o eterno sem alarde.

Parte 1: A Verdadeira Motivação para Servir – Colossenses 3:23

23 O que vocês fizerem façam de todo o coração, como se estivessem servindo o Senhor e não as pessoas. 

Quando o apóstolo Paulo nos exorta em Colossenses a realizar nossas tarefas de todo o coração, como para o Senhor, ele está nos convidando a uma mudança radical de perspectiva. 

A motivação para servir não deve ser encontrada na aprovação humana ou em recompensas passageiras, mas sim na satisfação de servir a Cristo e na expectativa da recompensa eterna que Ele reserva para os Seus servos fiéis.

A Bíblia está repleta de exemplos que nos ensinam sobre a importância de servir com o coração alinhado aos propósitos divinos. Em Mateus 6:1-4, Jesus adverte sobre a prática de boas obras com o intuito de sermos vistos pelos outros, destacando que o Pai, que vê em secreto, é quem recompensará. Este ensinamento ressoa com a ideia paulina de que nosso serviço deve ser uma oferta de amor a Deus, não contaminada pelo desejo de reconhecimento terreno.

Para ilustrar essa verdade, podemos pensar na analogia do agricultor que planta suas sementes. Ele não vê imediatamente os frutos do seu trabalho, mas continua a cuidar da terra com dedicação e amor, confiando que, no tempo certo, a colheita virá. Da mesma forma, o cristão é chamado a servir sem a necessidade de aplausos imediatos, confiando que a verdadeira recompensa vem de Deus.

Do ponto de vista da psicologia cristã, a motivação para servir a Cristo está intimamente ligada à nossa identidade e ao nosso propósito de vida. Quando entendemos quem somos em Cristo e o que Ele fez por nós, nosso serviço se torna uma resposta natural de gratidão e amor, e não uma busca por validação externa.

Na prática diária, isso significa que devemos realizar nossas tarefas e interações com os outros com um espírito de serviço que reflete nosso compromisso com Cristo. Seja no trabalho, na igreja ou em casa, podemos demonstrar o amor de Deus através de nossas ações, oferecendo nosso melhor em tudo o que fazemos, não como quem busca a glória humana, mas como quem anseia pela aprovação divina.

Em resumo, a verdadeira motivação para servir a Cristo é um coração transformado pelo amor e pela graça de Deus, que busca glorificá-Lo em todas as esferas da vida. É um serviço que não depende de recompensas visíveis, mas que se alegra na certeza da herança eterna prometida aos fiéis.

Parte 2: A Recompensa do Senhor – Colossenses 3:24

24 Lembrem que o Senhor lhes dará como recompensa aquilo que ele tem guardado para o seu povo, pois o verdadeiro Senhor que vocês servem é Cristo. 

Na continuação de nossa jornada pelo serviço a Cristo, Paulo nos assegura em Colossenses que a verdadeira recompensa que aguardamos não é deste mundo, mas sim do Senhor, a herança eterna prometida aos que servem de coração. Esta promessa nos motiva a olhar além do visível, a transcender as expectativas terrenas e a encontrar alegria no serviço invisível, sabendo que o que fazemos em nome do Senhor tem valor eterno.

A Bíblia, em sua sabedoria, nos oferece múltiplos exemplos de fé e serviço que não foram imediatamente recompensados aos olhos humanos, mas que tinham grande valor aos olhos de Deus. Hebreus 11 nos fala dos heróis da fé que viveram por promessas que não viram cumpridas em sua vida terrena, mas que aguardavam uma cidade celestial, demonstrando que a verdadeira fé olha além do horizonte visível.

Para ilustrar essa verdade, pensemos no artista que cria uma obra-prima não pela fama ou pela recompensa financeira imediata, mas pela satisfação de contribuir algo belo e duradouro ao mundo. Da mesma forma, o cristão é chamado a servir a Cristo não por recompensas terrenas, mas pela alegria de contribuir para o Reino de Deus, sabendo que sua verdadeira recompensa vem do Senhor.

Escritores como C.S. Lewis nos lembram que vivemos em um mundo temporário, mas nossas ações aqui podem ter ecos na eternidade. Lewis, em “As Crônicas de Nárnia”, descreve Nárnia como um reflexo do verdadeiro “país” que aguardamos, um lugar onde nossa verdadeira identidade e nossas ações são plenamente reconhecidas e recompensadas por Aslan, uma figura de Cristo. Esta analogia nos ajuda a compreender que, embora nossas ações possam parecer invisíveis agora, elas têm um valor eterno aos olhos de Deus.

Na prática diária, isso significa que podemos realizar nossas tarefas cotidianas com um novo propósito. Seja no trabalho, no voluntariado ou nas pequenas ações de bondade, podemos fazer tudo como para o Senhor, não buscando reconhecimento humano, mas agradando a Deus e sabendo que a nossa recompensa maior não está aqui. Isso transforma até as tarefas mais comuns em atos de adoração e serviço ao Reino de Deus.

Em resumo, a verdadeira motivação para servir a Cristo transcende as recompensas visíveis e tangíveis. É um chamado para servir com um coração puro, motivado pelo amor a Deus e pela alegria de participar de Seu trabalho eterno. Que possamos encontrar satisfação no serviço invisível, sabendo que nossa recompensa eterna nos aguarda nas mãos do Senhor.

Parte 3: Servir fazendo o bem – Colossenses 3:25

25 E quem faz o mal, seja quem for, pagará pelo mal que faz. Pois, quando Deus julga, ele não faz diferença entre pessoas.

Ao servir, é fundamental que o bem seja o foco de nossas ações, pois como o apóstolo Paulo escreveu: “E quem faz o mal, seja quem for, pagará pelo mal que faz. Pois, quando Deus julga, ele não faz diferença entre pessoas” v.25. Essa passagem nos lembra que, no serviço, a intenção e a qualidade de nossas ações são fundamentais, pois Deus nos julga com equidade e justiça.

A relação entre servir com bom coração e outras passagens bíblicas é evidente em Lucas 6:38, onde Jesus afirma: “Dai, e se dar-se-á-vos; medida boa, apretada, sacudida e transbordante darão no vosso colo; porque com a medida com que medirdes, medireis-vos-á a vós” (Bíblia Sagrada). Essa analogia do “dar” e “receber” nos lembra que, quando servimos com bom coração, Deus nos recompensa de maneira abundante.

Uma analogia para esclarecer esse assunto pode ser a de um jardineiro que cuida de suas plantas com amor e dedicação. Assim como o jardineiro, que se esforça para que suas plantas floresçam, também devemos nos esforçar para que nossas ações sejam benéficas e transformadoras.

Um poeta escreveu sobre este versículo, as seguintes palavras:

No jardim da vida, o cultivar é lei,

Com amor e empenho, o jardineiro fiel vai,

Pois em cada ação, um fruto se vê,

No trato das almas, como na terra a florir,

O amor que se dá, é o amor que se terá,

E na eterna lei do dar e receber,

Encontra-se a paz, a justiça, o verdadeiro viver.

Portanto amados, servir fazendo o bem é uma lição fundamental para nossa vida cristã e para nossas interações com os outros. Ao servir com bom coração, Deus nos recompensa abundantemente e nos conectamos profundamente com aqueles a quem servimos.

Conclusão:

Quero finalizar fazendo um desafio para que cada um de nós faça uma introspecção sincera: quais são as motivações que impulsionam seu serviço a Cristo? Estão elas alinhadas com os valores eternos e com o desejo de agradar ao Senhor acima de tudo? Nossas motivações tem nos levado a servir a Deus com o intuito de  fazer o bem pelo próximo?

Nosso desejo é que a nossa jornada seja marcada por um serviço que não apenas informa, mas transforma; que não apenas preenche agendas de cultos e festas, mas preenche corações com o amor de Deus.

Que este não seja apenas mais um culto do qual participamos, mas o início de uma transformação em nossas vidas e ministérios. 

Que possamos dizer, com convicção, que servir a Cristo é nosso maior prêmio, e que a verdadeira recompensa nos aguarda na eternidade, junto ao Supremo Pastor. Que assim seja, para a glória de Deus. Amém.

É formado em Teologia, Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Licenciatura em Matemática. É especialista em Marketing Digital, Produção Audiovisual para Web, Tecnologias de Aprendizagem a Distância, Inteligência Artificial, Jornalismo Digital e possui Mestrado em Teologia. Atua ministrando cursos de capacitação profissional e treinamentos online em diversas áreas. Para mais informações sobre o autor <clique aqui>.

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